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Efeitos de pais ausentes, nas filhas*

19/08/2013

As meninas que crescem com pais tendem a obter melhores resultados na escola, a ter uma melhor autoestima e tornam-se mais independentes do que as suas congéneres sem pais. As meninas menos afortunadas que crescem sem uma figura paterna nas suas vidas entram na vida adulta com um conjunto específico de feridas psicológicas que podem dar origem a lutas internas sérias. 
1. Depressão: quando um pai deixa uma filha ou se torna ausente da vida dela, a reação natural da filha é, frequentemente, culpabilizar-se e fixar-se nos seus defeitos, baseados nos quais ela acredita que o seu pai se foi embora. O que pode provocar uma baixa autoestima na filha, que irá afetar muitos aspetos da sua vida. O que pode significar fraco desempenho escolar e uma sensação generalizada de que ela não tem valor. Esta sensação negativa de si mesma resulta em depressão que pode ir e vir durante a sua vida. 
2. Promiscuidade: as meninas que não experienciaram de forma completa o amor da figura paterna enquanto crianças podem dar por si a procurar desesperadamente o contacto com rapazes na adolescência, numa tentativa de curar a ferida. Durante estes anos, e na fase adulta, podem esperar que a aproximação física e o sexo possam substituir e satisfazer a sensação de ligação que procuram. Quando não são apreciadas ou valorizadas pelos homens com os quais se possam vir a envolver, isso pode reforçar a crença de que não têm valor. 
3. Relações falhadas: as meninas sem pai têm frequentemente um medo crónico profundo de abandono e rejeição. Para lidarem com estes medos, desenvolvem frequentemente o medo do compromisso como mecanismo de defesa. Nos relacionamentos, estas mulheres lutam por aproximação emocional, mas depois fogem quando as coisas estão a correr bem, por medo de serem rejeitadas, o que iria reabrir a ferida primeira, a “rejeição” do pai. O que as pode impedir de terem uma relação permanente e bem sucedida com outro homem. 
4. Vicio: um estudo revelou que meninas sem pai dos 12 aos 17 anos teriam o dobro das probabilidades de experimentar drogas, álcool e tabaco do que as suas congéneres com ambos, pai e mãe. Uma experiência de vazio ou de depressão pode levá-las a sobrestimar a experiência, possivelmente para se distraírem da sensação negativa que estão a viver. Ser vítima de um vício pode danificar seriamente as suas hipóteses de estudar, de ter uma carreira de sucesso e de ser felizes. 

*Fonte 

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