Livre

Emancipação e não sei quê…

26/10/2015

Saquei esta imagem de uma página dita feminista “sem demagogia”, com o comentário seguinte: este é um machista.  Quando a única coisa que o Fábio está a fazer é a exercer o seu direito de escolha, sendo autónomo nas suas decisões. Daí que não percebo qual é o escândalo, eu poderia dizer exatamente o mesmo de homem… Tem mesmo homem que é só pra uma noite, ou este povo acha que só homem tem direito de escolha?

opção

Andam aí aos gritos pela igualdade mas ficam muito ofendidas quando um gajo não as quer, recusando-se a admitir que, com essa observação, qualquer gajo que as escolha serve, e que também elas “usam” os homens. Como se numa coisa consentida entre dois adultos em plena posse das suas faculdades mentais, a menina fosse boazinha e o homem mauzão, apenas porque não lhe faz o grato favor de casar com ela depois de coiso, como se a opinião da mulher não contasse, não tivesse vontade própria, andasse aqui à mercê dos machos deste mundo para a fazer valer.

Não sei por vocês, mas tenho ideia de que precisava de nascer de novo para algum dia admitir que um gajo casasse comigo por favor, porque deve, nem que fosse o Johnny Depp.

Sendo que a minha definição de “para casar” não se prende de todo com a quantidade de relacionamentos que ambos tiveram antes de se encontrarem, mas sim com uma série de requisitos que, para mim, indicam que a relação se sustenta, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza. Se o gajo se aguenta à bronca com o meu géniozinho, se se chega à frente, se contribui para uma solução e não se revela mais um problema, se pelo menos não atrapalha, se me compensa, vez de me descompensar, se sabe fazer chá quente, ir à farmácia comprar aspirinas, onde está o termómetro, se sabe o que fazer no dia em que eu surtar, de febre ou de outra coisa qualquer. Basicamente, se o gajo está suficientemente comprometido para o que der e vier. Entre outras coisas mais mundanas, tipo não ser um ogre, física, social e acima de tudo psicologicamente, ter dois dedos de testa e uma capacidade intelectual nunca inferior à minha, que não é pouca… E ele lá há de ter os requisitos dele.

Estas feministas defendem o quê, o direito do mulherio de dominar os homens para eles fazerem exatamente e tudo o que nós quisermos? Se fosse vocês comprava um boneco insuflável, contratava um michê e eventualmente um homem a dias.

É esquizofrénico demais, depois queixam-se que não são levadas a sério. Desculpem, mas não esperem que me junte a estas vozes, isto é acabar com a reputação das mulheres. E eu cá tenho muito orgulho na minha condição. E gosto dos homens exatamente como eles são, com vontade própria e todos diferentes uns dos outros, como as mulheres, já que falamos nisso. Dá pra existir assim ou vou ser ostracizada e excluída da sociedade para sempre?

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  • wapi 27/10/2015 at 10:12

    Acho que cada vez mais o feminismo moderno morre na praia. Muitas vezes noto muita gente que se aproveita apenas de um conceito ou outro, da forma que os/as beneficie mais. É o puxa a brasa à minha sardinha. É toda a gente a querer ver apenas os *seus* sentimentos protegidos e há cada vez mais facções que dizem que vale tudo, quando o feminismo deveria poder ser descrito como apenas um “tende juízo, gente, e senso comum, conversem e entendam-se”.

    Por outro lado, há cada vez mais desinformação e mais informação contraditória (passo o pleonasmo) e penso que isso provavelmente estará a fazer com que muita gente não se consiga nem identificar com os valores básicos de igualdade que supostamente o feminismo prega. Se eu me considero feminista no sentido lato da palavra, fico com sabor amargo na boca quando alguém usa a palavra e o discurso feminista para justificar por que é que é natural e irrepreensível trair o parceiro.

    • Isa 27/10/2015 at 11:18

      Completamente, o feminismo virou uma neurose. As pessoas perdem a noção, precisam de um conceito abstrato para definir os seus passos. E o vale tudo é assustador.

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