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Escrito na pedra

18/02/2014

O reconhecimento, o apoio, o apreço nem sempre vêm de quem esperamos, de quemimages queríamos muito que viessem, junto de quem insistimos em procurá-los, mas vêm de quem está preparado para o fazer, para o considerar, para lhe dar o devido valor. Vêm de quem tem amor no coração, de quem quer mais da vida, de quem se propõe vivê-la, honrá-la.

Num mundo de mudos obstinados no que se refere ao apreço, mas ávidos de crítica e de ma-língua, todo o reconhecimento explícito e público é mais que bem-vindo. E isso é quase tudo, o resto é trabalho, insistência, persistência, e continuar a acreditar no que nos propusemos fazer, por nós e pelo coletivo.

Agradeçamos hoje, para não nos arrependermos amanhã, para que não fiquemos presos a uma dívida de gratidão eterna. A culpa é um cilício que nos rasga a pele e nos perfura os ossos. Perdoemo-nos e livremo-nos dela, não somos tão poderosos assim, ao ponto de ditarmos o destino alheio. E agradeçamos, sempre. Independentemente da reação do outro lado, nós só podemos fazer a nossa parte, e ficar em paz connosco. O outro lado que faça a sua. Agradeçamos. Mesmo a quem aparentemente não mereça. Afinal, ainda que por caminhos desviantes, tortuosos, sinuosos, acabou por nos ajudar, quanto mais não seja pelo exemplo, a chegar onde chegámos, sem que nos corrompêssemos, nos desviássemos do caminho. 

A mágoa, o ressentimento e até mesmo o ódio e a raiva, apesar de fazerem parte e de levarem o seu tempo para passar – afinal não passam de reações humanas e naturais, de frustração e de desapontamento, – não devem ser eternos nem nos impedem de voltar a sofrer, apenas nos impedem de viver, de coração aberto. Viver de coração fechado é um desperdício de vida e não, não nos protege de rigorosamente nada.

Gratidão.

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