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Está claro ou é preciso um desenho?

23/01/2011

Eu não vou votar, mas pago os meus impostos. Eu falo, escrevo, critico, digo o que eu quiser, sobre o que eu quiser e ninguém neste mundo tem o direito, muito menos a moral, de dizer o que eu devo, não devo, posso, não posso falar, fazer, escrever ou criticar.

Eu manifesto a minha descrença, o meu protesto, a minha preguiça, o meu desinteresse, a minha vontade da forma que eu quiser. Não votar é um direito/forma de protesto como outra qualquer. O erro não está em quem não vota, o erro está em quem interpreta os resultados da abstenção como preguiça para tirar o rabo de casa e ir votar. O problema está aí, no enfiar a cabeça na areia e não interessar o facto de haver 40% ou mais das pessoas que não confiam em niguém. É aí que está o problema. O problema está na junção de votos brancos e nulos. O problema está na merda do sistema, que inclusive me dá o direito de NÃO votar, e no facto de quem governa não estar nem aí para a vontade do povo, não estar nem aí para os problemas do país. Ser um irresponsável e ter como meta o progresso pessoal e não os destinos de um país e de 10 milhões e meio de pessoas.

Eu fiz a minha escolha e tenho o direito de não pactuar com essa palhaçada. De não contribuir para o luxo, o prazer, ego, de uma ou 200 e tal pessoas que sentam o rabo no parlamento uma vez por semana, quando o dever, a responsabilidade, o compromisso que assumiram nas eleições é outro. Eu tenho o direito de não confiar nesta gente, eu tenho o direito de não querer sentir-me otária, usada. Se vocês querem pactuar com isso, então força. Mas não me chateiem, não me dêem lições de moral, não me venham com superioridades morais porque se dão ao trabalho de, no intervalo do café, passarem na secção de voto e votarem.

Mas quem raio é que vocês pensam que são? O povo tá convencido de que é Jesus Cristo ou é de mim?

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