Me and Mr Freud

A mulher do Saraiva, o Sr. Freud e o Natal.

17/12/2014

A realidade é uma “árvore de Natal à qual tirámos fitas, bolas, luzes e estrelas, é um pinheiro verde”, sem graça, com agulhas que, inclusive, começam a amarelecer, a ficar baças, sem vida. A realidade também tem prazo de validade, Dr. Freud.God Jul

Por serem o que mais me faz os olhos brilhar, as luzinhas são a minha parte preferida do Natal, tornam-no mágico, dão-lhe um colorido especial, único, sou fã incondicional das luzinhas de Natal. No entanto, o que o faz verdadeiramente mágico é a manifestação do Amor. O amor que não quer saber, o amor fraterno, o amor caloroso, o amor que deixa pra lá, o amor que nos toma por inteiro, o amor que vem dos cheiros das comidas especiais, o amor do quentinho dos lares, das velas acesas, dos coros, dos cânticos. O amor enquanto estado de alma, na sua forma mais pura, mais próxima de Deus, que se apodera de nós, que é mais forte do que tudo o resto, mesmo que teimosamente não queiramos. O amor que prevalece, se sobrepõe a todas as outras coisas, todas. E a todos os outros que moram na nossa cabeça. A magia do Natal é essa, a magia do Amor, capaz de nos transformar, da forma mais avassaladora, na nossa melhor versão.

Quando o Natal acaba, os Suecos atiram os pinheiros pela janela. Fazem bem, é isso que tenho vontade de fazer com a realidade, não sem antes avisar: cá vai disto, como os Suecos, não vá apanhar alguém desprevenido. Ninguém merece levar com doses maciças de realidade, Dr. Freud…

Tirarem-me a magia do Natal é tirarem-me a vida. A neve é linda e o frio não me incomoda. Na minha cabeça, faz o tempo que eu quiser. Mesmo que das minhas janelas veja tudo coberto de neve, o sol brilha, o céu é sempre azul e, aqui dentro, é primavera.

Gud Jul

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