Faz-me lembrar a história da ex do Woody

02/06/2016

johnny

Notinha breve para dizer que não compro a história da atual ex-mulher de Johnny Depp. Das relações que lhe são conhecidas, e desconhecidas, nunca ninguém se chegou à frente para o acusar do que quer que seja que se relacione com violência. Que conheço muita mulher muito abusadora e louca o suficiente para – aproveitando-se da facilidade que é a identificação, a empatia, por mulheres que sofrem violência doméstica, seja ela emocional ou física, as pessoas tendem a descartar a violência emocional, que é capaz de desfazer famílias inteiras, mulheres e crianças – acabar com a vida de um homem por que sim, porque não lhe dá o que ela quer, porque não o consegue dominar, porque padece de um narcisismo e de uma patologia de poder doentios, porque quer atenção a todo o custo, a qualquer preço.

Já disse aqui noutro contexto, no contexto de abuso explícito, visível, provado porque filmado, não sou contra homens nem mulheres, sou contra coisas, crimes, abusos, desonestidade, gente que abusa dos mecanismos do sistema para proteger cidadãos, gente que usa esses mesmos mecanismos movida por má fé, sou contra atitudes de gente que queima o filme alheio porque é infeliz, doente mental, seja homem ou mulher.

Não compro esta história como não comprei a da ex-mulher de Woody. E o que me deixa louca é que, mesmo não comprando, mesmo que se prove o contrário, mesmo que ambas sejam declarada e comprovadamente diagnosticadas doentes mentais, a dúvida pairará sempre em algumas cabeças. A honra destes homens ficará manchada, para sempre. Estes homens que são pais de filhos e profissionais. O que me ensandece é a leviandade com que se tenta acabar com a vida de uma pessoa sem que haja consequências – que as há sempre, tudo se paga e é nesta vida – a impotência das vítimas perante crimes desta natureza. A tentativa de acabar com a vida de uma pessoa, arruinando-lhe a reputação, ameaçando-lhe a dignidade, e o aproveitamento da condição de empatia por situações tão sérias e tão graves quanto a do abuso, manipulando tudo e todos a seu bel-prazer, apenas para alimentar a neurose.

E não acredito porque Johnny Depp, se quiser, destrói-se sozinho, não chateia ninguém. É conhecida a sua história com lâminas. Qualquer psicólogo de botequim sabe que um introvertido dificilmente ameaça a vida ou sequer a integridade física de outras pessoas. Mais depressa se mata.

Ela que apresente queixa na polícia e o caso seja investigado. É desmontado em três tempos, com uma investigação mequetrefe. Talvez nem chegue a um tribunal.

  • Roberta de Felippe 03/06/2016 at 00:15

    Concordo contigo, essa história também não me desceu.

    • Isa 03/06/2016 at 00:48

      Mesmo, cheira a esturro desde o início…

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