Feels so right it can’t be wrong

27/05/2021

Feels so right it can’t be wrong…

Depois disto, na sequência de cartas escritas do ego para o self – apesar de te usar como destinatário, já que és tu quem provoca isto em mim, e de me dar um prazer imenso escrever-te, mesmo que não queiras receber – e disto, que me expôs um bocadinho, num momento de descontração, veio a luz verde.

Feels so right it can’t be wrong

Não importa se não é ficção. Não é nada e ao mesmo tempo é tudo. Se não se encaixa em categoria alguma. Lembro-me que o velhinho Selfish Love tinha mais audiência do que o Eça e o TJ juntos (se me estás a ler e ainda és desse tempo, Deus te abençoe).

Sou mesmo boa é nisto.

A escrever como quem fala com alguém. A dizer o que me está preso na garganta, me torna obsessiva e quase me enlouquece. Sou boa nisto, embora a exposição me apavore. E, às vezes, me seja mais fácil escrever em inglês. Neste caso, não é só mais fácil, é apenas natural. O destinatário não fala português.

Sou boa a misturar literatura com psicologia, simbolismo, poesia, talvez mitologia e arquétipos certamente. Essa é a minha linguagem, a minha voz, a forma como gosto de me expressar, que me sai mais natural. Com paixão, profundidade, alguma verve, muita emoção, sentimento para dar e vender, graça avulsa, honestidade, verdade.

E é só nisso que quero concentrar-me.

A escrever, mais e melhor todos os dias. Desenvolver, corrigir, dedicar o meu tempo livre.

Passam a vida a dizer que temos de encontrar a nossa voz, mas depois querem que façamos tudo como os outros, nos encaixemos numa categoria, pensemos no público e façamos o que for preciso e está estabelecido como “o que vende”.

Acabou-se Plandemia, acabou-se tudo o que me chateia, me tira do eixo, me domina pelo medo.

Feels so right it can’t be wrong

Ontem, enquanto via um filme, me contorcia de ansiedade à espera de um retorno que não aconteceu, e trocava mensagens ao mesmo tempo, descobri o que fazer com o segundo livro, que supostamente era ficção mas não é carne nem peixe. Vou contar essa história, como se passou, o que aconteceu, porque me marcou.

As histórias inacabadas têm um poder enorme sobre nós.

Todos somos passíveis de sofrer lavagens cerebrais, basta que quem o faça nos pegue pelo tema de vida, o desejo mais profundo, que é capaz de coincidir com o nosso maior medo.

Sou particularmente atreita a lavagens cerebrais emocionais…

Cada vez me convenço mais de que para além da expressão, do querer ser vista, apreciada, valorizada, como toda a gente, no fundo, escrevo to make sense of it all.

A minha luta interna prendia-se muitas vezes com a dúvida entre se o que sinto e intuo é wishful thinking, impressão minha, coisa da minha cabeça, capricho do ego, ou verdade. Resgato todos os dias a intuição e sensibilidade psíquica que deixei ao Deus dará durante anos.

A luz verde nunca é apenas e só sobre nós.

Tem sempre, sempre ligação a temas arquetípicos e que, por isso, encontram eco e ressonância nos outros.

It feels so right it can’t be wrong…
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