Livre

Finding Beauty in the Darkness*

12/02/2016

Podia ser apenas sobre a novidade do momento, algo que Einstein já havia descoberto há que tempos, mas isso seria um enorme desperdício de tempo e de energia, não desfazendo.

Finding beauty in the darkness, para além da beleza poética da frase e só por isso merecer ser repetida até à exaustão, é o primeiro passo para a auto-aceitação. A de descobrir a beleza que se esconde na sombra, no que menos gostamos em nós, no que protegemos de tudo e de todos, e que salta à primeira oportunidade, ao primeiro vacilo.

Finding beauty in the darkness é ver além da reação, do comportamento, da culpa e do julgamento. É descobrir o que está por detrás da agressividade, da defesa, do controlo, da ironia, do sarcasmo, do medo, do pavor, do temor. Finding beauty in the darkness é conhecer a nossa própria escuridão, aceitá-la e acolhê-la, para que não precise de se rebelar à nossa revelia, só para nos lembrar que existe, está viva, de boa saúde e recomenda-se.

Finding beauty in the darkness é reencontrarmo-nos com o ser frágil que protegemos de todos os males do mundo, custe o que custar, doa a quem doer. Finding Beauty in the darkness é dar-lhe a mão, ajudá-lo a crescer, trazendo-o connosco para fazermos o caminho juntos, dizendo-lhe que está tudo bem, que estamos conectados, para sempre, lado a lado, unindo esforços e não lutando em direções opostas, caminhando em frente, sempre.

*Título roubado ao NYT

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