Governo Sombra

11/09/2021

Sobre os comentários do Governo Sombra ao Juiz de Direito Rui Fonseca e Castro. E ao que se passou diante do CSM, esta semana:

É natural que pessoas que defendem, a rir, que a polícia deveria malhar num juiz, não entendam a reação deste, quando tenta proteger pessoas de apanhar da polícia. Tal como acontecera da vez anterior em que se deslocara, precisamente, ao CSM. Pessoas que se manifestavam de forma pacífica foram espancadas e detidas.

Engraçada a dualidade de critérios de Ricardo Araújo Pereira, no mesmo Governo Sombra. Quando sugere investigar os processos em que Rui Castro foi juiz. Certamente para avaliar a sua prestação nos ditos processos, com base sabe Deus em que conhecimentos jurídicos. Tentando descredibilizá-lo.

Técnica essa muito usada, e muito querida, por todos os totalitaristas.

Consiste em eliminar – de todas as maneiras possíveis – todos quantos não alinhem com a ditadura do pensamento único dominante. Seja pela descredibilização, pela retirada de todas as formas de sustento, pelo isolamento. Pela intimidação e, no limite, pela força…

Usando, para o efeito, as forças de segurança. Que deveriam estar ao serviço dos cidadãos e não dos governos. 

Mas choca-se imenso quando alguém diz uma coisa no Twitter e é despedido no dia seguinte…

No dos outros é sempre, sempre refresco…

Acredito que os intervenientes do programa, como, aliás, a grande maioria do povinho, não estejam muito interessados na verdade dos factos. Na apuração dos mesmos.

O que interessa a qualquer juiz, digno do cargo que ocupa.

Sendo inclusive sua prioridade. Bem como determinante, aquando do momento de decidir e proferir uma sentença. No entanto, e pelos vistos, revela-se de muito pouco interesse para o jornalixo do sound byte.

Muito menos lhes interessaram as recomendações feitas pelo próprio Rui Castro, antes da sua deslocação ao CSM.

Que, de boa fé, acreditou que “palavra dita é palavra honrada”.

Também não lhes interessou comentar a provocação do GOE: “acha que está a dar um bom exemplo ao não usar máscara?” Era um GOE, não um mero PSP, como vejo referido repetidamente.

O GOE é o Grupo de Operações Especiais, de uma unidade antiterrorista, da Polícia de Segurança Pública.

O que revela um claro exagero de força policial. Que não serviu outro propósito a não ser intimidar quem se deslocou ao CSM. Gente que nada tem no curriculum que justifique a presença do GOE.

Provocação essa, obviamente, encomendada.

Rui Castro tem sangue quente, é por demais evidente. Era óbvio que iria reagir impulsivamente, perante tamanha provocação. Tendo principalmente em conta o que havia acontecido na manifestação anterior. E que estava bem presente na sua consciência. Eventualmente, sentindo-se indiretamente responsável. Embora não diretamente. Os presentes eram adultos e em plena posse das suas faculdades mentais.

Estando ali de livre e espontânea vontade.

E quis evitar que o mesmo acontecesse com quem quis mostrar-lhe que não está sozinho nesta guerra.

Não somos “fãs”, acéfalos, anti-vax, tolinhos, conspiracionistas. Muito menos negacionistas. Não defendemos nem protegemos criminosos. Damos a cara, sim, por um homem de coragem, que defende os interesses de todos nós.

Não interesses financeiros, monetários, de poder, de posição.

De gente confortavelmente instalada num programa há dez anos. Que não se atreve a questionar a propaganda que o órgão de comunicação social que lhes paga o salário veicula todos os dias. Gente que aceita ser sustentada pelo Governo, e, portanto, pelos nossos impostos. Comprometendo de forma inequívoca a liberdade que tanto jura defender.

O que Rui Castro defende e tenta proteger são os direitos mais básicos em democracia.

Mas, lá está, os mesmos que dizem defendê-los revelam que o fazem apenas nas ideias. Na prática, são tão ou mais ditadores e totalitários do  os que tanto repugnam.

Também ninguém comentou o facto de Rui Castro ser continuamente insultado por todos os órgãos de comunicação social, sem exceção. A expressão “Juiz Negacionista” foi inclusive usada pelo moderador do Governo Sombra.

Suponho que não seja relevante…

Não somos fãs, somos gente, com direito a opinião, fundamentada, por médicos, prémios Nobel de medicina, cientistas, virulogistas. Pela própria pessoa que inventou o teste, que agora está a ser, e mal, usado como meio de diagnóstico.

Que tem direitos.

Nomeadamente o direito de ser ouvida. Não ser discriminada, insultada, tratada como criminosa ou tolinha.

Para cada “negacionista” há pelo menos 100 colaboracionistas. 

Não quer dizer que concordemos com os termos, a forma, o método, o descontrolo, embora, pessoalmente, o entenda perfeitamente. Não temos nervos de aço. Ninguém tem de ter.

E estamos fartos.

De tentar de todas as formas, pelo diálogo, pela razão, pela abstenção, e nada mudou. Rui Castro é só mais um que está farto. E tem conhecimento, poder, e coragem, para levantar a voz.

Esta plandemia foi a gota de água. Ou é agora ou nunca.

Portanto, e para acabar de vez com este assunto, pensem o que quiserem, priorizem o que vos aprouver. Da minha parte, prefiro vê-lo a descontrolar-se, saber que é humano, para defender e proteger pessoas – o que deveria ter sido feito pela polícia e não foi – do que caladinho e a baixar a cabeça ao sistema. Enquanto este viola o Estado de Direito, e as mais básicas liberdades individuais, repetida e continuamente, desde Março de 2020, pelo menos.

Cada um com as suas prioridades…

De resto, a mim, mais do que qualquer outra coisa, o que me repugna são traidores. E disso não podem acusá-lo…

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