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Há limites

07/11/2012

Como não fui abduzida pelo buda, é-me difícil seguir aquelas máximas que dizem: não deixe que o outro tome o controlo da situação. Na boa, eu quero que o controlo da situação se lixe, principalmente quando do outro lado está alguém que ofende e que quer, exatamente, que o ofendam de volta, por mais esquizofrénico que isso possa parecer. Obviamente não falamos aqui de comentários em blogs e de gente que não conhecemos, mas apenas de gente que conhecemos e que acha por bem ou por mal ofender os outros, magoá-los, expô-los, pôr-se em biquinhos dos pés, criando uma situação constrangedora, diminuindo o outro, só porque sim, por o outro ser a sua sombra, porque está de tpm, porque lhe corre mal a vida, pelo diabo. Quero que se lixe o momento, quero que se lixe a sensibilidade alheia, quando só lhe serve pro que lhe convém, ide manipular a pqp, quero que se lixem todas as desculpas que uso em nome do civismo, das boas práticas sociais, da boa educação. Muitas e muitas vezes é reagindo que o outro nos ganha respeito, é pô-lo no seu lugar, é mostrando-lhe que não pode tudo, simplesmente não pode, nem o Johnny Depp pode tudo, então, vamos lá a voltar à terra, por favor. E reajo não pelo que ele é, mas pelo que me está a fazer, a fazer com a relação de intimidade que estabelecemos. Pode ser por projeção, pode ser porque está mal disposto, pode ser para chamar a minha atenção, pode ser pelo que for. E não, o outro não toma o controlo da situação quando me desconcerta, o outro não ganha a guerra porque me ofendeu e me agrediu ao ponto de sair fora de mim, o que o outro consegue é que perca a confiança nele, para sempre, sem volta. O que o outro consegue, e eu, acima de tudo eu, é que se volte a estabelecer uma relação de respeito. E ou reconhece a sua estupidez e para de me usar como bode expiatório das suas frustrações, ou dane-se, vá se tratar, que eu não sou nem padre nem terapeuta. Nem o JC nem o Buda. Nem quero, não tenho, inclusive, a mínima pretensão de ser nenhum deles. 

Tu também és responsável pelo que não cativas.

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  • Espiral 08/11/2012 at 10:29

    Hum, esta para mim é díficil.

    Considero que não nos podemos deixar controlar pelas pessoas que não cativamos. Mas daí a sermos responsáveis para mim vai um passo muito largo.

    No máximo sou responsável por mim e pela minha sanidade face às pessoas que não cativo. E não deixo que brinquem comigo.

    Jogo díficil.

    • Isa 08/11/2012 at 12:51

      quando alguém é estúpido contigo ele é responsável pelo que não cativou… ou pelo que cativou, a tua ira, por exemplo…

    • Espiral 08/11/2012 at 13:05

      Não tinha pensado nisso assim…

      Isso é muito à frente -_-

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