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Heróis

07/03/2012
O nosso estilo de consciência é baseado no herói e centrado no ego. Damos crédito a problemas e desacreditamos fantasias, para que as fantasias se apresentem projetadas como problemas, que são fantasias literais. Fazer de alguma coisa um problema apela ao ego heróico, que precisa da sua fantasia de problemas. Criar problemas ou resolvê-los reforça o cenário literal defensivo, contra as fantasias. Mas quando fazemos de algo uma fantasia, fazêmo-lo, como diz o próprio mundo, visível, trazendo-o para a luz. Enquanto os problemas apelam à força de vontade, as fantasias evocam o poder da imaginação. Os que trabalham profissionalmente com a imaginação reconhecem o valor das fantasias e resistem em vê-las tornar-se em problemas psicológicos a ser analisados. Ameaça as suas realidades imaginárias. Da mesma forma, os que trabalham profissionalmente com a razão prática – cientistas ou sociólogos – resistem em ver os seus problemas tornar-se fantasias. O que ameaça as suas realidades egóicas. Re-visioning Psychology, James Hillman.

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