Homem Irracional

11/02/2016

Interessante estar ao lado de alguém complicado, é fácil envolvermo-nos emocionalmente e desenvolver sentimentos românticos por almas tristes, que ainda assim não desistem de buscar, despertam a necessidade de ajudar, de as trazer para a vida, por serem autodestrutivos, o que é bastante diferente de drama kings and queens, para esses não há paciência. Atração pela inteligência, fascínio pelo conhecimento, vontade de estar perto e beber de toda aquela experiência. Concentrarmo-nos no outro (juiz) é uma das melhores e mais eficazes formas de fugirmos de nós, de não nos concentrarmos na nossa própria amargura. O mundo é um lugar melhor sem o juiz, mas será um melhor lugar com alguém que se acha suficientemente superior ao ponto de planear e matar outra pessoa, independentemente dos motivos racionais que encontra para o fazer? O motivo para viver foi encontrado no crime, os seus desejos, anseios e vontades não são suficientemente valorizados para tal, tomando assim o controlo da sua vida nas suas mãos, parando de reclamar da vida e tomando atitudes, escolhendo agir. A fuga para o romantismo é tão boa e tão eficaz quanto outra qualquer para fugirmos da realidade, é uma forma mais feliz, mas é uma fuga: too romantic to shy away from risks. Celebrar a vida em vez de pensar sobre ela dá-lhe um sentido, nem que seja o the sheer joy of living. Adotamos comportamentos autodestrutivos para nos sentirmos vivos, a vida tem o sentido que quisermos dar-lhe. As sensações são mais vivas quando nos voltamos para a vida, as cores mais brilhantes, os cheios mais intensos e apurados, os sons mais puros. Nem tudo pode ser compreendido intelectualmente. If it feels right, it is. E vice-versa, já que falamos nisso. In order to see the world, we need to get away from the familiar acceptance of it. Adoto um comportamento criminoso para me sentir vivo e ao me sentir vivo consigo amar, escrever, fazer tudo o que me faz sentir bem. Lessons you can’t get from any text book.

hirracional

Grande personagem de Joaquin Phoenix, o homem irracional, professor de filosofia, conhecida, acima de tudo, por primar pela racionalidade, apesar de não nos levar a lado nenhum, porque não apresenta soluções, como ele diria e eu já disse várias vezes, a filosofia é puro onanismo mental.

É o que se me apraz reter e dizer sobre o último filme de Woody Allen. O final fez-me sorrir :)

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