Arquétipos dos Deuses Gregos, Cursos

Os Homens e Eu

25/03/2018

A vantagem de sermos Homens e não deuses é podermos ter um bocadinho de todos. Para além de nos ajudar a conhecer amigos, pais, homens, filhos, maridos, companheiros, colegas de trabalho, perfeitos desconhecidos, a lidar com eles, por conhecermos a forma como funcionam e como podem crescer além do arquétipo, dão-nos indicações claras do tipo que preferimos. Homens

Deuses: Homens, Pais e Filhos.

Deixo-me levar pela conversa hipnotizante de um Hermes com a inocência de uma adolescente, encanta-me o seu lado aventureiro, a sua independência, mas não confio na sua lábia, não aguento as mentiras, muito menos os esquemas.

Gosto da estabilidade de um Apólo, da capacidade de focar, mas não me dou bem com a sua distância emocional.

Adoro a profundidade de Hades, mas, apesar de introvertida, o tempo que passa no mundo interno deixa-me desconfortável.

A paixão de Ares não me é indiferente, mas não lhe aguento a agressividade e a falta de profundidade.

Atrai-me a capacidade dos Zeus de se chegarem à frente e resolverem coisas, mas, tal como acontece com outros deuses racionais, custa-me o distanciamento emocional.

Amo Hefesto com todas as minhas forças, mas a sua ausência era capaz de me fazer traí-lo.

Dionísio fascina-me, mas assusta-me o seu exagero.

De Poseidon, em princípio, estou livre, não aguento violência. E o seu lado golfinho não me chega…

Quanto mais aprendo sobre o assunto mais me espanto como é possível viver sem este conhecimento.

cursos@isabelduartesoares.com

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  • M. Conceiçao Pereira Carvalho 26/03/2018 at 01:50

    Minha querida, se encontrar um homem, um só que seja, que não junte todas essas características fuja dele! Não é normal! Até é bem capaz de, não sendo um deus, não ser um homem! O encanto de qualquer homem – também acontecerá com as mulheres mas disso percebo menos porque tenho pouca pachorra para o meu ‘género’ – são essas mudanças súbitas que incentivam a conquista, o apanhar-lhes o jeito em cada um desses humores. Conversa fiada, distância emocional – quando lhes convém…- introversão quando querem evitar algum assunto deles ou nosso, paixão sem agressividade existe?, o pragmatismo é neles uma qualidade que nos poupa, a capacidade de trair é problema de quem trai e não de quem atrai, exageros são as melhores coisas da vida – sem eles que monótona ela seria! -, “Poseidon” desafia todas as marés. Não se querendo esse delicioso cocktail de olímpicas figuras só resta a mediania, os maridos ou amantes monótonos, quotidianos, chatos, que dão estabilidade – quando dão….- e pouco mais. Os Gregos inventaram os deuses por puro pragmatismo! Não como modelos ou símbolos mas como referências das várias ‘personalidades’ que definem comportamentos sociais a serem politicamente aproveitados.Pense nos nossos políticos e ficará triste por concluir que lhes falta tudo isso.Um ‘pau mandado’ não é um digno parceiro. Pense nisso enquanto é tempo. E tenha pelo menos um filho se encontrar um homem com todos esses defeitos….

    • Isa 26/03/2018 at 11:15

      ahahahahah que maravilha de comentário. Partilhamos a mesma falta de paciência para o nosso género, mas as deusas, o Jung e respetiva psicologia, apaziguaram-me quanto ao mesmo. Já quanto a filhos, é campeonato no qual não entro, mas o gajo pode vir, sim. :)

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