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I rest my Case

24/03/2014

em algum ponto, às vezes quando estamos com vinte anos, às vezes com trinta, com maior freqüência aos quarenta anos, muito embora algumas mulheres só estejam realmente prontas depois dos cinqüenta, dos sessenta ou mesmo dos setenta ou oitenta, começamos, afinal, a permitir que a alma assuma o comando. O poder passa, então, dos detalhes e minúcias práticas para o envolvimento da alma. E apesar de a alma não assumir o controle com a eliminação do ego, este último é destituído do seu posto e designado para uma função diferente na psique, que consiste essencialmente em se submeter aos interesses da alma.

Desde o instante em que nascemos, há dentro de nós um impulso selvagem que deseja que nossa alma conduza nossa vida, pois o ego é limitado na sua capacidade de compreensão. Imaginemos o ego preso a uma rédea permanente e relativamente curta; ele só consegue penetrar até certo ponto nos mistérios da vida e do espírito. Geralmente, ele fica assustado. Ele tem o mau hábito de reduzir toda a força espiritual a “isso ou aquilo”. Ele exige fatos que sejam observáveis. Provas que sejam de natureza mística ou das sensações raramente combinam bem com o ego. É por isso que o ego é solitário. Desse modo, ele fica muito limitado na sua imaginação. Ele não tem como participar plenamente dos processos mais misteriosos da alma e da psique. No entanto, o homem solitário anseia pela alma, vislumbrando vagamente o que é profundo e selvagem quando deles se aproxima. 

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