Até Sempre

“Pensei chamá-lo Manuel Maria, aludindo ao divertido episódio das cartas de amor, e por ter achado o teu nome lindo no tom em que o caçula o pronunciou, durante a oração dos fieis, não sem lhe tremer ligeiramente a voz, na tua missa de corpo presente. Por ser como te chamavam os teus amigos mais antigos, tratamento carinhoso, um nome ao qual associo uma certa nobreza.

Optei por “Até Sempre”, a tua forma de despedida, que é, ao mesmo tempo, um meio de permanência. Nunca mais consegui voltar a usá-la… Ficará para sempre tua.

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Testemunhos:

Acabei agora de ler o teu livro…adorei… fartei- me de chorar… Quando o meu pai partiu, todos os dias lhe escrevia…. todos, e que bem me fez, ajudou- me imenso a fazer o luto. Adorei ler o teu livro, a maneira como escreves é fantástica… Muito do que escreveste em relação ao teu pai, eu também o fiz…nomeadamente a parte do vazio que fica…a nossa vida muda radicalmente…perceber que já não está cá…ainda custa. Mas a vida continua. Beijinhos e até sempre. Inês Duarte Soares

Luisa Barreto

No meu entender, o Até Sempre é um cântico litúrgico e com todas as etapas e emoções de um grande lamento de amor filial, expresso ao longo do livro de um modo notável.

Sente-se que as capacidades de analise profissional da autora são aqui elaboradas com uma mistura de um alto sentimento de afeição com o brilho e a frieza da razão.

Não esquecendo nunca de manter o enquadramento brilhante da vida paternal com a sua família, a sua terra, os seus amigos e os seus almoços académicos, também, com os lazeres e prazeres de uma vida total e enriquecedora, onde atingiu os máximos de excelência profissional e riqueza humana.

No entanto, por algum tempo, o relato torna-se mais sombrio e de uma certa tristeza provocado, sem duvida, pela resistência e recusa á aceitação de uma realidade conhecida e final.

Mas agora sente-se a reviravolta e a “sinfonia total” não somente a flauta, tem de se ouvir.

Seguimos o texto da pagina final e aparece-nos a ressurreição, a reconquista, o absoluto e a conquista da vida.

Precisávamos agora da 2o sinfonia de Mahler para honrar tão belo testemunho.

Parabéns, Isabel, e um abraço grande ao pai.

Com amizade,

António Serras Pereira

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