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Já só penso nos índios, tão lindos…

23/12/2013

O que as pessoas gostam de um papelinho, hein? Ou tem papelinho ou não acredito em si. Gosto tanto disto quanto de batatas cozidas. Ainda por cima já está fora de moda, a última vez que voei a mocinha do check in ignorou liminarmente o meu bilhete, com passaporte já se faz a festa, consta do sistema, siga, tome lá os cartões de embarque e vá à sua vidinha que eu tenho um voo inteiro pra despachar.

Depois de um ataquinho de nervos básico ao descobrir que a loja de informática aqui do bairro estava fechada hoje pra só abrir depois do fim do mundo, dou por mim a tirar fotografias ao ecrã do computador, vai que o wi-fi do aeroporto não funciona – e eu tenho um problema que é: não posso ser contrariada logo de manhã, padeço de sono e de fome e sou uma pessoa já de si nervosinha, principalmente nessa coisa de apanhar voos e tal – tudo para poder chegar ao aeroporto, ao stander, gosto muito de dizer stander, da companhia aérea, garantir o busum até ao outro aeroporto, de onde sairei direitinha para a Amazónia.

Maneiras que já me estava a ver de iPod em riste: está aqui a porra do bilhete, do código de reserva e do check in online feito, pode garantir-me a merda do busum ou não? Os gajos dos busuns não deixam ninguém entrar se não tiver um papelinho amarelinho dado pela senhora do guichet da companhia aérea. Mesmo com e-ticket e cartão de embarque na mão. Já não seria a primeira vez que, tendo um busum grátis, tenho de pagar por causa dessa brincadeira do papelinho amarelo e de chegar em cima da hora ao aeroporto. Azar…

Até que chego a casa e vejo a luzinha verde da impressora que não é minha a piscar. Olha, não é tarde nem é cedo, comecei a rezar para que tivesse um bocadinho de tinta, ligo-lhe o computador e vai de imprimir o negócio. E não é que resultou? Bilhete e cartão de embarque impressos. Foi de joelhos que agradeci o facto de não ter de me enfiar num shopping hoje para imprimir duas folhas.

Menos um ataque nervoso pela manhã. Se há coisa de que gosto muito é de ter ataques de nervos de manhã… Resta-me rezar para que numa megalópole deste tamanho haja taxistas a trabalhar no dia de Natal pela fresquinha.

De resto, o 24 está a ser devidamente ignorado, como devem fazer os que estão longe dos seus, com a esperança de que o meu rico paizinho se lembre de ligar o iscaipe e eu possa participar do Natal dos meus, ainda que à distância, sem rabanadas nem bacalhau. Nem roupa velha, o melhor do Natal é a roupa velha e o Joãozinho.

No entanto, ainda antes de “partir naquela estrada onde um dia chegaste a sorrir”, tenho uma surpresinha e das boas pra vós, mas só amanhã, que diz que é Natal e não sei quê.

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