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Janelas partidas

12/07/2013
A teoria das janelas partidas é do mayor de Nova Iorque que ficou conhecido por eliminar, ou pelo menos reduzir drasticamente, o crime, cuja taxa era elevadíssima, das ruas da cidade. Em resposta às críticas da população, que se preocupava com coisas menores, dizia ele que se desconsiderarmos as janelas partidas e não as consertarmos transmitimos uma ideia de que não nos preocupamos com coisas pequenas, que não ligamos, que não nos incomodam, dando uma ideia de descuido. No entanto, se consertarmos as janelas transmitimos exatamente o contrário, que nos preocupamos, que consideramos as coisas menores como importantes também, que cuidamos. 
Chego à velha conclusão de que calamos o que não devemos e reclamamos do que não tem qualquer importância. Que nos falta muitas vezes esse cuidado em relação às coisas aparentemente menores, sabe deus que critérios doentios usamos para definir o que é menor e maior…, e que ante uma janela partida, talvez um cano roto, uma torneira que pinga, uma infiltração no teto nos pareçam de somenos. Ao mesmo tempo que vamos deixando que a humidade nos entre nos ossos… 
Além disso, se nos habituarmos a ir cuidando das coisas aparentemente menores podemos evitar com isso que as grandes sequer se dêem. Até porque se não cuidamos das pequenas, que exigem um esforço muito menor, é garantido que não teremos força suficiente para cuidar das grandes, quando ocorrerem. 
Já para não falar no quão irritante se torna uma torneira que pinga, um cano que vaza, tudo coisas que moem o juízo de uma pessoa. Para além do que gastamos com isso. E é muito… Quando damos por nós já a conta da água subiu horrores, a casa alagou, o diabo… A trabalheira que dá depois, para além de ser muito maior, não tem fim…

E como se tudo isto não fosse suficiente, ainda nos brindamos com as dores excruciantes causadas pela humidade nos ossos…

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