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Jung dá voltas no túmulo e pensa: não aprenderam nada…

18/03/2015

Continua a usar-se o mesmo método para controlar pessoas que dão trabalho por pensarem e serem diferentes, pessoas que se atrevem a desafiar e a contestar o que lhes dizem como sendo “certo”, que cujo único “problema” é pensarem pela própria cabeça, não acatarem ordens, questionarem a autoridade e não se contentarem com um: é assim. Antes, rotulavam-nas de loucas, atiravam com elas para sanatórios, punham-nas em camisas de forças e davam-lhes choques elétricos. Hoje, diagnosticam-lhes “doenças mentais”, dizem-lhes que têm “desequilíbrios químicos” e enfiam-lhes comprimidos pela boca abaixo. E começa cada vez mais cedo, porque rotular crianças de hiperativas e transtornadas de alguma coisa é muito mais fácil do que reconhecer que o ambiente em que estão envolvidas pode ser a causa de toda a ansiedade e “distúrbios” de que a criança sofre. Pá, a sério, mais auto-conhecimento, mais responsabilidade e menos medicamento, por favor.

A substituição da psicoterapia pelo uso de drogas como tratamento majoritário coincide com o surgimento, nas últimas quatro décadas, da teoria de que as doenças mentais são causadas por desequilíbrios químicos no cérebro, que podem ser corrigidos pelo uso de medicamentos. Essa teoria passou a ser amplamente aceita pela mídia e pelo público, bem como pelos médicos, depois que o Prozac chegou ao mercado, em 1987, e foi intensamente divulgado como um corretivo para a deficiência de serotonina no cérebro.

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