Livros

15/01/2021

Leio com particular agrado uma notícia da BBC News UK que diz que a Escócia considera os livros um bem essencial.

Escócia onde, recordo, até os sem abrigo leem.

Contudo, no dia seguinte, constato, com surpresa e alguma fúria, que o Governo se prepara para proibir a venda de livros em superfícies comerciais, como os supermercados.

No entanto, umas horas antes havia lido outra notícia que diz que, em Portugal, e apesar de as livrarias estarem fechadas, estas vão poder continuar a vender “ao postigo”.

Portanto, o argumento: se as livrarias de rua não podem abrir, não é justo que se vendam livros em supermercados, como se fosse a mesma coisa, mas adiante…, não colhe.

E ainda que o argumento fosse válido.

Vamos então proibir todos os sites de venda de tudo quanto não seja comida e bens essenciais? Vamos proibir os correios? Que me entregam livros em casa todas as semanas? Vamos proibir todas as empresas de distribuição?

Proibir acesso a livros…

Já vi ditaduras começarem por muito menos…

Esta mentalidade da proibição está tão enraizada na cabeça das pessoas que nem lhes ocorre outra alternativa a não ser estender proibições. Em vez de arranjar argumentos lógicos, racionais, científicos, para as levantar.

Precisamente o que tem faltado às medidas aplicadas pelos governos, desde o início.

Todas as medidas se têm verificado políticas, e não científicas, sequer racionais, lógicas ou coerentes…

Já vi ditaduras serem consideradas tal por muito, muito menos…

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