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Mantenha a distância

08/02/2012
De entre as zilhares de coisas que não entendo neste mundo está a carência de contacto físico. 
Detesto que pessoas que não me conhecem, nunca me viram, me toquem. Odeio, assim mesmo, com todas as letras. Que me dêem encontrões então, apetece-me matá-las, ou desatar aos gritos descontroladamente. Normalmente é isso que acontece, um rosnanço avulso, um palavrão básico… Falei nisso uma vez com um terapeuta, porque a coisa me tira do sério, à séria. A coisa é de tal forma que me fez dar vários gritos, seguidos dos palavrões mais cabeludos, num mercado na Índia, onde o povo acha que por sermos ocidentais nos pode tocar e fazer as perguntas mais descaradas. Os gajos tocam-nos a toda a hora, agarram-nos no braço para nos levar lá pra barraca deles. Ficava louca… Tive vários ataques nervosos na Índia, um deles foi por isso, porque o povo se encosta, é carente de contacto físico.  Ele disse que é porque é uma invasão.  
Há aquela coisa dos 6 graus de separação entre nós e quem nós quisermos, não é? Pois arranje-se uma lei qualquer para impedir que pessoas que não conhecemos de lado nenhum se sentem ou fiquem ao nosso lado, coladas a nós, quando há mais não sei quantos espaços vazios onde se podem instalar. 
Uma cadeira, uma pessoa de distância, por favor. 

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  • Lady Me 08/02/2012 at 19:44

    Também detesto que me toquem sem me conhecerem de lado nenhum. :\

  • SS 09/02/2012 at 16:34

    eu sou de contactos, mas claro que há limites, como por exemplo essa situação que descreves. senti-me assim nos mercados em marrocos…

  • Isa 09/02/2012 at 16:38

    sou bem tactil tb, só nao gosto é que gente que nao me conhece me agarre.

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