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Mas

02/06/2011

O post abaixo, e o meu mas, deixaram-me ligeiramente incomodada. O problema não é as pessoas serem comunas, do FCPorto, amarelas ou islâmicas. Católicas, betas, chungas, putas, garotas de programa ou whatever. O problema não é a religião, o clube de futebol, o partido em que votamos, nem sequer tem a ver com o que defendemos. O problema está na atitude, na postura na vida. Ainda que mal acomparado, é mais ou menos como diria o Rafa, a propósito da união entre homossexuais aqui no Brasil, recentemente reconhecida, “o cu não é meu, acho ótimo”.

Ou seja, na boa, cada um na sua, o problema não está na diferença nem na divergência, o problema está na forma de discutir, diretamente relacionada com o que essas guerras externas escondem. No que isso representa para quem discute o quê. O problema é sermos todos uma cambada de mal resolvidos que usamos a política, as pessoas, os temas, os assuntos para evitarmos lidar com as nossas coisinhas.

Juro, se tivéssemos todos um tanque de roupa para lavar todos os dias estaríamos longe de ter energia para ameaçar de morte as parvalhonas das adolescentes que espancaram a pobre da miúda, para opinar sobre o que quer que fosse. Tivéramos todos um tanque de roupa para lavar, todos os dias, e o nervoso que ataca os sites de notícias e as caixas de comentários dos blogs passava que era um mimo. Tivéramos todos um tanque de roupa para encarar todos os dias e estaríamos todos muito mais descansadinhos…

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