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Mind the Gap

03/06/2013
A verdadeira autonomia é conhecermo-nos ao ponto de não fazer depender a nossa vida do humor dos outros. O controlo positivo, o que nos leva a algum lado, é o que nos permite sermos nós mesmos, independentmente da neurose do outro, que é projetada em nós. O verdadeiro controlo, o que nos sustenta, vem de dentro, não da necessidade de controlar o externo, os outros, a vida, os sentimentos. O controlo saudável é o que nos permite sermos nós mesmos, e não apenas uma reação aos estímulos externos. As muralhas que erigimos, os mecanismos de defesa que desenvolvemos, ao invés de nos protegerem de ataques externos, impedem-nos de nos vermos, de sermos, de vivermos plenamente. O único controlo que vale a pena é o que nos permite conhecer os gatilhos que espoletam a nossa falta de controlo e que nos deixa nas mãos alheias, que o usam para o que melhor lhes convém, deixando-nos reféns da sua neurose, que, na grande maioria das vezes, complementa a nossa, por ser o seu oposto. 
O verdadeiro poder, o único poder que importa, é o que vem de dentro e que, por conseguinte, não precisa de ser exercido através da força, da manipulação, da mentira. Existe por si só, é nosso, pessoal e intransmissível. 

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