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Missão Impossível

26/07/2011

Todos nós temos potencial auto-destrutivo, como temos potencial criativo. Escolhemos auto-destruir-nos de determinadas formas, compulsão por comida, compulsão por compras, por sexo, por vida social, casamentos de merda, escolhas pessoais que não nos valorizam, relacionamentos pessoais destrutivos, trabalhos dos quais não gostamos, ter filhos, abdicar da vida por causa de filhos, maridos, amigos, familiares, pai, mãe, irmãos, fundamentalismos religiosos de toda a espécie, isolamento voluntário, comprimidos, vida social feita de ligações à net, obsessão por magreza, beleza, pelo trabalho, obsessão pela vida alheia, quando empurramos com a barriga para além dos limites do aceitável, sempre que escolhemos não pensar. Todas elas são escolhas auto-destrutivas, na medida em que limitam o nosso potencial, o castram. Na medida em que são uma fuga. Todos somos auto-destrutivos sempre que não procuramos ajuda para lidar com o que nos impede de andar pra frente, encarar o mundo com tudo de bom e, acima de tudo, de mau que ele contem.

Amy escolheu as drogas, o álcool e, por fim, também a auto-mutilação. De todas as outras, tatuagens incluídas, talvez a forma mais dolorosa que encontrou para tentar espantar as dores da alma. Deixou ao mundo o que deixou, para sempre.

E você escolheu o quê, que legado deixa?

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