Livre

Mulheres

13/03/2022

Ando obcecada com mulheres, salvo seja. Só algumas. Do século 19. De tal maneira que comprei obras completas (mais ou menos) das manas Bronte e a Jane Austen. Aquelas edições num só (Austen) ou em vários volumes, numa caixa (Brontes).

O que quer dizer que tenho duas versões em inglês de alguns. Que doarei.

Descobri que cada uma das Bronte escreveu muito mais do que um livro.

E que a Jane Austen mais do que conhecia e pensei.

Não contente com isso, as versões que existem traduzidas em português do nosso. As traduções são excelentes e a Relógio de Água tem umas capas lindíssimas para as da Jane Austen, parecem quadros. De resto, exceto as edições especiais, as capas em português são pobrezinhas.

Quando vêm com fotos de filmes é de chorar.

Como não conseguia lembrar-me dos meus dados da Bertrand online, entrei numa, pedi dois, que era no fundo o que ia lá fazer: Ligações Perigosas e Lady Susan. Bem como o último da Jane Austen, que estava a escrever quando morreu, todos em português.

Para quem só lá ia para os clássicos – de domínio público, traduções de há não sei quantos anos, a quatro euros o livro – acabei com dois caríssimos (em português) nas mãos e que jamais compraria agora. De, ou sobre, duas (outras) mulheres. Mais novinhas…

Sontag (Pulitzer 2020) e os Diários de Sylvia Plath

Ontem, de um espaço que poderia ser meu, vim com uma Austen e uma Bronte, ambos traduzidos para português.

Temos de apoiar as livrarias de rua. As portuguesas, como a Bertrand. As Ler Devagar, Distopia, Menina e Moça, Lello, claro, e todas as outras livrarias de rua. Todas. E a língua portuguesa, de Portugal.

De resto, o Book Depository continua a ser meu fiel amigo.

De onde mais mando vir livros.

Estive uns dois ou três meses sem fazê-lo. Promessa que havia feito. Até ler os que me propus. Li outros além desses (dois estavam a acabar) e cumpri. Mais ou menos. Mais para mais… Tinha só comprado o Ulisses (caríssimo, última tradução portuguesa, cheia de notas), por causa do famoso “Monólogo da Molly”. Fluxo de consciência, como eu gosto. A minha forma preferida de escrever. A grande maioria, na verdade. O Jung diz que aprendeu mais sobre o feminino nesse monólogo do que durante toda a sua pesquisa pelo tema. O Dubliners estava lá ao lado, em português, e trouxe também.

De seis só me falta ler um e meio.

Com a desculpa de que é pesquisa, e é… O que me contive em dois meses, uma promessa de ano novo, destruí em 15 dias. Um descontrolo, mas, ainda assim, um enorme investimento. Os livros em papel não têm prazo de validade. Nem ficam sem bateria. Apenas ocupam mais espaço. Por isso, preciso de uma casa maior…

Dá-me ansiedade não ter o que ler.

O que não acontece há muito tempo. Muito menos será o caso nos próximos anos. Entre português e inglês, I got it covered.

Estou tão obcecada com as mulheres britânicas do século 18 que interrompi Walk the Invisible para vir aqui escrever isto.

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