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Na 5ª feira passada ouvi três histórias…

18/03/2013
Uma de uma senhora que é riquíssima, e rico no Brasil é um negócio que roça o pornográfico, não é um gajo que ganha 20 mil euros por mês… Quem me falava dela contava-me o que tinha, mais de 500 autocarros, sabe o que é isso?, uma casa gigantesca, parece que educa os filhos na raça, ensina-lhes valores e tal, mas não mora com eles. Ofereceu-lhe, ao gajo que me falava dela, 30 pares de calças de marca, carésimas, que não aceitou, pedindo, ao invés, que ela lhe devolvesse as dele, que estavam sei lá onde e que ele já lhe tinha pedido. A mulher perde-se em excessos, ao ponto da internação hospitalar, ao ponto da excentricidade, a um nível que me vou abster de comentar aqui, mas seria o equivalente a 7 coberturas em Copacabana aplicadas numa parte do corpo… A descrição não me impressionou, julguei, disse: porra, meu, dá pra caridade… O gajo disse que ela também fazia isso. Continuou a não me impressionar, porque o foco do discurso dele era a posse, principalmente por ter tudo, mas viver sozinha. Cada vez me impressiona menos o que as pessoas têm…

A segunda foi a de um ator, famosinho, que me contou que, do nada, perguntou a uma tia se o pai dele era o cara que estava numa foto, que não lhe dizia nada… Ela disse-lhe que não, que o pai dele era tal e tal. Foi conhecê-lo, aos 40 anos, ganhando uma nova família. O pai convidou-o para passar o Natal e, pouco tempo antes, morreu de ataque cardíaco. Ou seja: esperou conhecer o filho para só depois ir embora. Dizia-me esse rapaz, da minha idade, que lhe mudou a vida. Caíram-me, obviamente, as lágrimas pela cara abaixo, fora que o rapaz é um querido sem tamanho, melhorou consideravelmente a minha mood. Esta história impressionou-me e, obviamente, tocou-me bem mais do que a primeira, independentemente de cada um travar a sua própria batalha e não dar pra julgar que batalha é mais válida, por ser sempre difícil para quem a trava, por ser a luta pessoal de cada um. 

É isto que me move cada dia mais, o humanismo, as coisas que a ciência não explica, que o racional não resolve, a capacidade de ignorarmos o orgulho, de deixarmos o ressentimento de lado e de irmos lá, ver qual é, de coração aberto. (Cont.)

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