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Não é bem assim…

25/08/2012
Sempre me achei um bocado otária por, num momento de discussão, não permitir a troca de acusações, não porque sou boazinha, um ser superior, quase divino, mas por, na hora H, simplesmente não conseguir. Sabes aquelas coisas que te confessam num momento de intimidade?  Aquelas que descobres sozinho sobre a outra pessoa? Que a fragiliza? São essas mesmas que não consigo divulgar, atirar na cara do outro. A coisa até vem, mas trava na garganta, no último minuto. Em vez de responder devolvendo uma acusação, tentava defender-me, o que só piorava. É uma merda, um horror, porque me comia por dentro. Saudável é quem solta os demónios na cara de quem os cutuca. Hoje, remeto-me ao silêncio. Sabendo o que sei, cada vez me incomoda menos. Descubro agora que não é cobardia, é caráter. Ainda vou morrer precocemente de uma doença má, mas melhor assim. Antes disso, escrevo, desabafo, quando não chegar, consulto um especialista. Já o fiz, o resultado é sempre o mesmo, não permito mais e não fico a ouvir. Quero que se lixe, não foi suficientemente inteligente e humilde para perceber, foda-se. Quero distância de gente tóxica e não preciso de intimidade com gente que desperta o pior que há em mim, já o faço muito bem sozinha e com muita competência, obrigada.   

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  • maria madeira 25/08/2012 at 18:46

    "Quero distância de gente tóxica e não preciso de intimidade com gente que desperta o pior que há em mim".

    Ora nem mais. Essa é a atitude. Costumo fazer o mesmo.

    • Isa 25/08/2012 at 18:50

      e com muita competência, serião!

  • Espiral 26/08/2012 at 21:19

    Igual. Sou assim também.

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