Livre

Não é uma questão de ciúme

07/01/2016

Ainda a propósito da reação da Ivete Sangalo, a grande maioria das pessoas viu o caso como uma simples cena de ciúmes. O que me parece andar um bocadinho longe da realidade. A moça que estava de assunto com o marido da Ivete precisa de comer muito arroz com feijão para ameaçar Ivetão seja de que forma for. Daí que dificilmente Ivete se sentisse ameaçada por ela. É uma questão de exposição pública. Pode não ter sido de propósito, mas há por aí muito boa gente que vive disso, de provocar em público apenas para se sentir poderoso, demonstrar poder, contando que o visado não se manifeste precisamente para não armar um escândalo. No entanto, já se sabe, poder puxa poder, quanto mais o damos, mais ele quer. É como nos relacionamentos íntimos, ou a pessoa põe um travão ou em 5 minutos está transformada num pano de chão. E isto acontece nas melhores famílias. Daí que o que Ivete fez foi apenas isso, travar a coisa logo ali, porque aquilo estava a expô-la, no show dela, enquanto estava a trabalhar e nada podia fazer, de onde estava, para avaliar o que se passava no território dela. E ou ela travava ou no Carnaval seguinte estava a equipa de vólei do Bahia inteira no camarote VIP de gracinha com o marido dela. Não sei qual foi a atitude dele, mas sei que por mais firme que seja, há mulheres que não têm noção e insistem em insistir. Como há gajos sem noção que, depois de uma mulher lhes ter demonstrado por A + B que não quer, insistem em insistir. Raros são os que o fazem se a mulher está acompanhada. Nesse aspeto, os homens respeitam mais os seus companheiros de género do que as mulheres. E nem a maior feminista do mundo é capaz de me convencer do contrário. Como dizia, não sei qual foi a postura dele, mas sei que simplesmente não pode agarrar-lhe no braço e força-la a ficar quieta porque ai jesus que é violência contra a mulher e mais não sei quê.

É uma questão de marcar uma posição, de deixar claro que aquele território é dela e que ela não vai permitir que lhe pisem a grama muito menos que dele colham flores. O romance é muito bonito, e bem sabemos que todos somos livres de ir à nossa vidinha quando bem entendermos, mas na vida real há compromissos que se assumem, há vidas que se constroem em conjunto, e isso tem as suas vantagens, é uma escolha e foi feita de consciência. Assumiu essa escolha, quis constituir família, agora aguenta. Tenho ideia que é a isso que se chama ser homem. Já pegar tudo quanto mexe, tem outro nome, chama-se galinha.

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  • Suzi 07/01/2016 at 14:38

    Concordo muito! beijos!

    • Isa 07/01/2016 at 14:40

      povo limitado é um bagulho que me aflige… Bjo

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