Natal

21/12/2021

Contrariamente ao que é costume, este ano apetece-me que seja Natal. Por nada de especial, mas  apetece-me.

Presentes comprados em Novembro, nunca em 50 anos de vida tal coisa aconteceu, sem pressão, sem nervos, sem obrigações. Vi, gostei, comprei. O gajo adorou, ainda por cima. Gosta sempre imenso. Diz que dou as melhores roupas. Calhou-me em sorte só ter de comprar presentes para homens, o que é sempre uma enorme dor de cabeça. Este ano, tudo aviado.

Também contrariamente ao que é costume, o Natal parece ser cinzento este ano. Para ajudar, a profusão de filmes alusivos ao Natal, por todo o lado, desde Novembro.

Daí que, não sei se é disso tudo, mas esta semana está a custar-me imenso a passar. Por mim, era já entrar no espírito. Pôr-me a fazer sobremesas, ouvir a Mariah aos gritos, ou talvez não… Uma coisinha assim mais suave, dada a minha provecta idade, e calorzinho.

Ando a aguentar desejar um Feliz Natal desde o dia 1 de Dezembro. Este fim-de-semana não me contive, acusaram-me de ser demasiado cedo.

A verdade é que no dia não quero andar a responder a mensagens. Quero deixar o telefone de lado e concentrar-me no bacalhau, na Roupa Velha, nos Ferrero Rocher, nas rabanadas e eventualmente no Hugh Grant, o único Primeiro-Ministro de quem gosto.

Um Feliz Natal, aos poucos que ainda aqui passam.

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