Livre

Ninguém quer saber* (exemplos)

12/04/2017

Um anormal que acha que dá imenso trabalho fazer pisca para avisar os outros condutores que vai movimentar-se e muda de faixa sem avisar é uma besta sem a mínima noção de coletivo. Para além de um perigo público. É evidente que temos de avisar quando vamos mudar de faixa. E, já agora, verificar se podemos.

O cretino arrogante e prepotente que pára em segunda fila na Castilho, uma rua central e super movimentada de Lisboa com apenas duas faixas, em que uma vai para a direita e outra em frente, e em que o semáforo fica verde 3 segundos, num Jeep Porshe Cayenne, às sete da tarde, tendo um estacionamento ao lado e inclusive lugares vagos no estacionamento de rua, deixando uma fila compacta de carros atrás de si, gente que demora uma vida para fazer um quarteirão da Castilho, porque sua excelência tem um Jeep Porshe e acha que pode tudo, é um filho da puta que merecia que alguém lhe partisse o Jeep todo à martelada, a ver se se toca.

E quem diz na Castilho diz na Almirante de Reis, que é só uma das avenidas mais movimentadas da cidade e com apenas duas faixas para cada lado.

ninguém quer saber

A nossa ação ou falta dela influencia o coletivo

Um ex-primeiro ministro gasta 75 mil euros numa passagem de ano em Veneza, dinheiro que ninguém sabe de onde veio. Enquanto o povo que o elegeu vê os salários a reduzir, as reformas dos velhinhos a encolher, os impostos a aumentar, com todas as consequências sociais que daí advieram. E ainda ouve que é castigo porque viveu acima das suas possibilidades é, no mínimo, criminoso.

Um país em que se afundam bancos uns atrás dos outros, ninguém é responsabilizado e ainda vão para os inquéritos gozar, dizendo que não se lembram de nada. E quem paga é o mexilhão, insistir com o mexilhão para que pague, continue a bancar os delírios de grandeza de meia dúzia é abjeto.

Gente que contrata serviços e não os paga. Não diz quando vai pagar. Não se compromete, mas tudo exige, pode pôr em causa o sustento de uma família, de uma casa. A vida de não sei quantas pessoas. Esse tipo de comportamento virou culto em Portugal.

Empresas que não estão nem aí para pagar a gente qualificada e só querem aproveitar um recurso extremo dos estágios do IEFP estão a deturpar o sistema. A pôr em causa e a usar mal recursos que se destinam a quem deles precisa de facto.

E é tudo assim, se os outros têm eu também quero, precise ou não.

E dezenas de outros exemplos haveria…

Portugal é um país de brandos costumes, mas às vezes não me importava nada que o fosse um pouco menos. Porque dá a sensação de que se pode tudo que nós estamos cá para aguentar. E não pode ser, não pode…

*Ref

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