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Not guilty…

15/04/2014

Não sabemos de onde vem a culpa, porque a sentimos, mesmo quando nada fizemos para nos sentirmos culpados. Mas sentimos, simplesmente porque o outro está irritado, raivoso, nervoso. Que é uma forma de manipulação e de intimidação como outra qualquer. E nós, que, sabe deus porque motivo, nos sentimos responsáveis pelo estado catatónico em que o outro se encontra, acabamos muitas vezes por fazer muitas coisas que não queremos fazer, só para não indispor ainda mais o nervosinho. Como se a nós nos coubesse a paz mundial e a ele não lhe fosse exigida a capacidade de se controlar, de mudar, de fazer algo por si que torne a convivência com os demais um bocadinho mais agradável.

Racionalmente é muito fácil entender que a culpa, responsabilidade, pelo estado emocional e psíquico dos outros raramente é nossa. Em estados de raiva, normalmente é a ativação de um complexo que está em causa, ou um comportamento adotado desde sempre, como garantia de que funciona, de que agindo dessa forma se consegue o que se quer e ainda se é deixado em paz. Emocionalmente é outra história. E só dura até ao dia em que paramos de nos encolher…

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