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O Amor não é calculista…

31/08/2012

Li num livro, que por acaso se chama Amor e que tenho aqui à minha frente, da editora Globo, do José Luiz Furtado, que diz muita coisa mas basicamente que nós dizemos amo-te à espera que o outro diga também.
E se o outro não diz, ficam ali as palavras suspensas no ar e a gente sem saber o que fazer, com vontade de preencher um silêncio que de repente se tornou enorme e ocupou imenso espaço. O espaço do Amor. Este segundo parágrafo já não é do José Luiz Furtado, é meu. Que às vezes me apetece usar a expressão de um querido amigo, essas paneleirices do amor, mas isso era antes de sentir o Amor. Ou sempre que sinto, ou oiço, o amor do outro e não o correspondo. Ou quando ele me atrapalha. Aí ainda me apetece dizer muitas vezes essas paneleirices do amor. Mas odiaria que me respondessem uma coisa dessas. Antes que fizessem o pino ou assim, para preencher o enorme e insuflado vazio que fica depois de um amo-te suspenso no ar.
Isto se estivermos a falar de amor entre homem e mulher ou de amor entre amigos, porque se for o amor pelos meus irmãos, pelos meus pais ou pelo Joãozinho, não me importo nada de não ouvir um amo-te de volta, ia ser até esquisito, se ouvisse… Lá em casa não somos muito dados a essas paneleirices do amor…
@Jul. 11

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