Livre

O barato sai sempre, sempre mais caro…

19/04/2015

O valor de um artigo, seja ele físico ou não, trate-se de uma experiência ou de algo ainda menos palpável, e tenha o preço que tiver, prende-se apenas e só com uma coisa: prioridade. E das nossas prioridades sabemos nós. Sabemos inclusive que algumas delas mudam e principalmente que as redefinimos, a toda a hora.

Mesmo que fossemos milionários, haveria sempre muita coisa que não iríamos querer por preço nenhum, nem mesmo de borla. E mesmo que sejamos modestos, e tenhamos um salário não tão alto assim, haveríamos de fazer todos os esforços, nomeadamente abdicar de coisas que não nos fazem tanta falta assim, lá está, por não serem prioritárias, para adquirir algo que para nós é prioritário.

Se não é prioritário na nossa vida, de pouco adianta dizer que é caro, de pouco adianta querer convencer de que não, não é tão caro assim. Se não for prioritário, pratiquemos nós o preço que quisermos, o produto não vai ser adquirido por quem já não lhe dá valor, por não fazer parte das suas prioridades. Façamos nós os descontos que fizermos, aceitemos pagamentos em duas ou em 20 vezes. Se o artigo não é prioritário na vida de alguém, não é porque lhe baixamos o preço que vai passar a ser. Pode até ser adquirido, mas quem vende fica no prejuízo, e quem compra também, porque não vai dele usufruir.

Já fazer depender o valor de alguma coisa, de acordo com o [pouco] dinheiro que ganhamos, é outra história. Aí talvez tenhamos de pensar bem na nossa vida, ver que valor nos estamos a atribuir e principalmente quanto achamos que vale o nosso tempo e o nosso trabalho, se estamos comprometidos com ele ou não e em que medida.

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