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O outro lado do silêncio

10/02/2014

Não retirando uma vírgula ao que disse neste post, tenho, no entanto, algumas coisas acrescentar. O silêncio pode ser uma forma de dizer:

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– Não concordo contigo e não te vou dar a mínima hipótese de me manipulares;
– Nessas condições, de gritaria, de surto, de tentativa de intimidação, não discuto, não falo, não ouvirás uma palavra da minha boca;
– Não vou validar a barbaridade que fizeste ou disseste, aceitando as tuas desculpas, justificações;
– Não te vou dar munição para que uses os meus erros para justificares os teus;
– Em relações de afeto, não aceito que o orgulho ou a patologia de poder se sobreponham ao sentimento que nos une;
– Está interessado em resolver, no que o outro tem a dizer, mude o tom;
– Quer resultados diferentes, mude a abordagem;
– Não aceito acusações, não sou réu, não cometi crime algum, julgue-se a si, não a mim;
– Você não tem 5 anos nem eu sou sua mãe para lhe dizer o que é certo e errado, pense na merda que fez, assuma, seja adulto e lide consigo, e com a situação, como tal;
– Não me controlas, não me dominas, não me intimidas, eu falo quando e se eu quiser, nas condições em que eu achar adequadas;
– Não é o silêncio que corta a comunicação, o silêncio, muitas vezes, evita uma batalha campal. O que corta a comunicação, e tudo o resto, é a agressão, a intimidação;
– Se o silêncio é uma forma de tortura, a intimidação e a ditadura do surto são outra, e bem pior, já que falamos nisso;
– O silêncio é uma forma de auto-preservação;
– E, reiterando, o silêncio é uma oportunidade para se pensar no que se fez ou disse, faça a sua parte;
– Cada um usa as armas que tem, vive como pode, e as suas não são melhores do que as minhas, são apenas diferentes;

And counting…

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