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O papel das pessoas na nossa vida

26/06/2013
Nesta vida um gajo tem de aprender a confiar no universo e, acima de tudo, a desapegar. Tenho tendência pra ficar a chorar as pessoas que saem da minha vida sem dizer um ai, que desaparecem sem deixar rasto. Esforço-me demais para as manter, sofro horrores sempre que elas não ficam. E às vezes é burrice, quero manter pessoas na minha vida que não me acrescentam em nada, absolutamente nada. Talvez seja carência, talvez seja por outro motivo qualquer. Mas a verdade é que só fica quem precisa de ficar. E enquanto precisa de ficar, enquanto temos alguma coisa para trocar, por pior que ela seja. Enquanto a pessoa nos serve a neurose, e nós a dela. Se não tivermos estabelecido um vínculo suficientemente forte que aguente as vicissitudes da vida, claro está… 
Enfim, demoro para desapegar e isso só passa quando descubro o que é que aquela pessoa veio fazer à minha vida. Preciso de entender as coisas para as resolver, funciono assim…
Achei que o papel de um gajo que tinha conhecido, o Santiago, que para além de ter um nome lindo tem uma das vozes que mais me fez tremer na vida, era maior do que foi. Achei que era PNL, achei que podia ser um amigo, mas descobri que o papel dele na minha vida foi simplesmente ajudar-me a livrar-me da dor nas cruzes que se acomete de mim a cada vez que deixo o lombo ao léu. Sempre pensei que fosse reumático, que herdei do meu querido avôzinho, mas não, era simplesmente muscular. Só que me atrapalhava imenso a vida, parecia uma velhinha de 90 anos, incapaz de me endireitar e qualquer movimento que fazia a dor era tão excruciante que preferia ficar curvada pra frente, e não sair de casa, juro por deus, mal me conseguia mexer. E com o San aprendi a alongar as costas e, assim, a dor passa imediatamente. Nunca mais o vi. Valeu, San. Sódades. 

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