Uncategorized

O sucesso dos meus é [também] o meu sucesso

04/05/2012
Eu quero que as vossas polémicas se explodam, e as minhas, quero que nada mais importe, quero que todo o mundo sinta o que eu senti hoje, que nem sei bem ainda o que é, o torpor do vinho branco, não bebia vinho branco desde 1989, a moça já parava perto de mim pra me encher a taça, ainda se faz sentir. Mas nada, nada se compara ao que senti hoje, independentemente de não saber bem o que é.

Abraçar a Silvia, que admiro mais que tudo nesta vida, que deixou 3 filhos em casa, Campinas, não é propriamente a av. de Roma…, para ir ao lançamento do livro da nossa mais querida Fal, que não via há séculos, que é linda demais, aliás, a música amélia dos olhos doces tinha mais era que mudar de nome e passar a chamar-se Silvinha dos olhos doces, era uma justa homenagem, era mais do que merecida. Hoje, abracei a Silvia, muitas vezes, e disse-lhe, de lágrimas nos olhos, que sou um lixo de ser humano, que não liga o skype e não escreve e-mails, mas, saiba, eu te amo e te admiro demais, por seres a pessoa mais doce que conheci nesta vida e nas próximas. A Silvinha, que não se queixa nunca, que sorri sempre, com uma vida que não é fácil, com três filhos lindos, criados na coragem, na raça e no amor, o amor a sério, o amor que não se queixa. Queria que vocês sentissem o que senti ao interromper a conversa da Luci e do seu bofe em expectativa, porque já não aguentava mais, porque a Luci é profissa, não é que nem eu, que só quero saber de conversar e matar saudades, ela tirou fotos o tempo todo, porque queria que ela soubesse que, independentemente de eu ser um lixo de ser humano que não liga o skype e não escreve e-mails, não nos vemos desde 2009, pra mim nada mudou, pra mim ela continua a ser a Lady Di das américas, pra mim ela é das mais belas criaturas deste planeta, que cria uma filha, linda, sozinha, com uma raça e uma coragem que não tenho. A minha querida Luci, a minha querida Luci. Queria que vocês tivessem visto a surpresa estampada na minha cara ao ver a Moniquinha. Surpresa boa, gente boa, generosa até ao fim. Queria que vocês tivessem sentido o que senti ao ver a Suzi, essa curitibana bem humorada, que trabalha que nem uma condenada, que criou, sozinha, três filhos lindos, conheci a caçulinha hoje, 20 anos, esse doce de criatura chamada Xu, linda de morrer, solidária com a mãe, incansável a distribuir marcadores e brindes, a Xu, no último ano da faculdade, lembro-me perfeitamente do dia em que a Suzi nos contou, feliz da vida, que ela tinha entrado, cujo irmão mais velho foi escolhido pelo presidente da empresa onde trabalha para receber o prémio de jovem de sucesso, numa empresa que promove o trabalho de gente que acaba de sair da faculdade. O Tiago. A Suzi, que deixou o filho lá a ser homenageado para ir ao lançamento do livro da Fal. A Suzi pode, porque ela criou os filhos dessa forma. A Suzi é uma força da natureza sem nunca, nunca se queixar. Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje, lá fora a fumar um cigarro, a charlar, quando oiço um: você é portuguesa? Ivan? E o abraço que dei no Ivan, com quem só tinha falado por mail. Um abraço eterno, de: que bom que finalmente te conheço. Um abraço sentido, um abraço sincero. Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje, ao dar a conhecer a Célia à horda de leitores do Drops. Ó, essa é a Célia, ela existe mesmo. Ó, Célia, tá vendo, você é famosa, te falei. Mais do que você? Eu? Eu sou um pano de chão… Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje ao abraçar a Vanessa, que vai casar em pouco tempo, mais nervosa que sei lá, mais tímida que sei lá, essa linda, a quem desejei tudo de bom, a quem desejei boa viagem para Buenos Aires, a quem disse que vai dar tudo certo. Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje, ao ver a pequena Emma, a menos de um mês de completar 3 anos, que quase vi nascer, que peguei no colo assim que nasceu. E à mãe dela, a Naty, com um sorriso mais lindo ainda do que quando a vi da última vez, sei lá há quanto tempo. Queria que vocês tivessem abraçado pessoas que só conhecem do Twitter, do e-mail, com quem trocam todos os dias, sem saber de onde, como, porquê, num misto de: finalmente e que bom que te conheço pessoalmente. Olhar nos olhos e sorrir, sorrisos sinceros. Queria que vocês tivessem visto a Carina de vestido vermelho. Ela foi embora cedo demais… Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje, ao ouvir a Elaine contar que fez a viagem que o avô dela fez há não sei quantos anos, mas no sentido inverso, de volta à casa de onde ele saiu, de navio, na Madeira.

Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje, 7 anos depois de ter começado a ler o blog da Fal, 4 anos depois de a ter conhecido ao vivo, depois de ler tudo, tudo o que ela publicou, tudo o que escreve no Drops, há 10 anos, continuamente, depois de tudo, tudo o que vivi com ela, desde que pus os pés nesta cidade estonteante, a quem devo tudo, a minha vinda para cá, por saber que ela estaria aqui, acontecesse o que acontecesse, não estaria sozinha, e não estou, nem um segundo da minha vida em São Paulo, a quem devo, se é que se devem sentimentos…, amor, carinho, amizade, solidariedade, humanidade, tudo, tudo. Queria que vocês tivessem o privilégio de conhecer a mãe dela, mais do que uma mãe pra mim, que me aturou choros, lamúrias, lamentos. Que partilha conhecimento com uma generosidade infinita. Queria que vocês tivessem sentido o que senti hoje no meu primeiro, de muitos, de muitos, lançamento de livro da Fal. Essa mulher, de quem morro de orgulho, essa escritora de mão cheia, que proporcionou a todos nós um fim de tarde, noite, dos melhores, dos que se recordam para o resto da vida. Com direito a brinde de geleia, a preferida do Alexandre, feita pelas mãos de fada da Suzi.

Queria que vocês tivessem chorado o que eu chorei hoje de tanta emoção, de tanta alegria, de tanto êxtase, de tanto amor. Queria, mesmo, que vocês não perdessem, nunca, nunca nesta vida e nas próximas, a capacidade de se emocionarem, de chorarem de emoção 10 vezes em 4 horas.

Queria que não perdêssemos a capacidade de curtir, de rir, muito, alto, muitas vezes. Queria que não perdêssemos a esperança. Que nos permitíssemos, prometo fazê-lo… Porque o amor é mais forte do que tudo nesta vida, supera distância, supera a vida corrida, supera as obrigações dos filhos, supera esta vida louca, o trânsito, o dinheiro que não cai na conta, a vontade de nos vermos e não conseguirmos, supera tudo e não muda nada. O amor não descura, cuida, vem sem esforço, sem obrigações, sem cobranças, vem num abraço, na vontade, na espontaneidade, na emoção, no momento, nos olhos fixos uns nos outros, do coração. O amor não se cobra, o amor sente-se, para sempre, passem quantos anos passarem, nada muda, nada. O amor é isso, só isso… E não há nada nem ninguém que nos possa demover, que nos possa entristecer, que nos possa enraivecer. Porque a força do amor é precisamente essa, inamovível. Open your hearts…

You Might Also Like

  • Diana 04/05/2012 at 12:38

    Lindo. Beijos

    • Isa 06/05/2012 at 17:44

      ;) bjo

  • Mariam 04/05/2012 at 20:25

    E que bom será ter uma amiga assim, Isa, com tanta urgência, tanta febre, tanto amor! Parabéns a ti também :-)

    • Isa 06/05/2012 at 17:43

      foi uma emoção indescritível, Mariam. Esperei muito, mas mm muito tempo por isto e vou-te dizer, diverti-me horrores. e o livro é muito, muito bom. Já tinha lido, as provas, as primeiras versões, ainda em word. E agora estou a reler, choras e ris na mesma frase, o bom na escrita da Fal é isso, sentes tudo ao mesmo tempo, tudo, como se fosses tu, como se a ouvisses falar, como se visses a cena a

  • Suzi 05/05/2012 at 18:34

    Amei, Isa. E publiquei no meu mural do Face. liamo.

    • Isa 05/05/2012 at 18:42

      :) e au a ti. bjo enorme.

  • Luci 06/05/2012 at 01:50

    Isa, minha miúda gira!
    nos emocionamos sim, pq nós não prestamos pra nada, a não ser chorar qdo nos reencontramos! e tudo o que vc. me disse é a mais pura verdade. não importa se a vida é uma merda que não deixa a gente fazer o que quer,o que importa é o que sentimos.
    te amo, miuda!

    • Isa 06/05/2012 at 16:48

      e eu a ti, sua linda, Lady Di das Américas :)

    error: Content is protected !!