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Ofensas

01/03/2012

Alguém pergunta a Ricky Gervais como ele responderia se alguém lhe dissesse que é ofensivo. Ele responde assim: They’re right. But only because “offence” is taken, not given.


Na grande maioria das vezes é isso que acontece, principalmente porque o autor da suposta ofensa não conhece quem o ouve, ou lê, de lado nenhum e por isso seria difícil dirigir a ofensa a um alvo específico, a uma pessoa em particular. Explicamos mais uma vez, não é o autor que é ofensivo, o autor só fala de si e para si, como aliás, todos nós, é o leitor que tem pesos na consciência em relação a qualquer coisa, é o leitor que tem uma questãozinha por resolver e não sabe como ou, no pior dos casos, não tem sequer consciência, não reconheceu em si o que vê no outro. E sente-se ofendido. O que não está em nós não nos afeta, não nos ofende, não nos perturba. 


Casos há em que, quando o outro, que nos conhece, com quem convivemos e, nos casos mais graves de esquizofrenia, chamamos de amigo, grita, impõe, chateia até mais não, do nada, sem que lhe tivessem perguntado nada, o interlocutor está no seu pleno direito de o mandar pra real putaqueopariu e ir-se embora. Quem diz o que quer ouve o que não quer. Insistir na convivência com esse tipo de gente não abona nada a favor do interlocutor. Terapia faz milagres. A terapia permite-nos sair fora antes de o outro nos emputecer, é das melhores coisas que podemos fazer por nós. 


E, em jeito de aviso, os laços emocionais também se perdem e quando isso acontece, não tem volta, mesmo. 

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