Livre

Óleo sobre Tela

06/01/2017

À direita, por cima do caderno branco de projetos vários, a agenda agora de capa azul elétrico, por causa dos blocos de tempo de que todo o freelancer precisa para não se perder, e o artista para não deixar que a imaginação voe para o campo de margaridas mais próximo. A carteira com o cartão do banco para pagar a conta da luz que já me chegou por mail e por sms, não vá esquecer-me, por baixo do Ricardo Araújo Pereira, presente de aniversário em Janeiro, e em cima do caderno que uso para escrever todas as notas que me ocorrem sobre o maior dos meus lutos. Um tubo de griponal, um cartão da senhoria a dizer que a renda aumentou, um bloco com um pingo relapso de café e folhas soltas com notas várias. Uma das quais, a lista das compras.
oleo sobre tela
Do lado esquerdo, Rhinomer, garrafa de água, lembra sem apavorar, diários de toda a espécie cheios de intenções e temores, em cima de impressões de conteúdos que um dia hei de transformar em algo de útil e em baixo da Jornada do Escritor, que desbravo para o mesmo efeito. Os dois livros de escrita que ando a ler, um apenas aos fins-de-semana e o outro quando dá, o caderno de exercícios criativos e, em cima de tudo, a bíblia dos Dates. Duas canetas vermelhas e uma azul. Um lápis, um copo de griponal a meio e um pacote de lenços de papel.

Destoam apenas os vestígios de uma saúde temporariamente débil, fruto de pés desprotegidos em chãos gelados, de fins quase abruptos e de inícios temerosos, sem motivo. De resto, é um cenário bonito e um ambiente confortável. Gosto de estar rodeada de livros e de cadernos com capas de todas as cores. Só falta ganhar coragem para começar. Talvez vá correr…

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