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Palavras às cores

29/03/2010

O ideal seria ter uma divisão só pra isto. Uma divisão cuja porta se fechasse e onde só nós pudéssemos entrar. Quatro paredes onde pudéssemos escrever, com marcadores grossos, tantas palavras quantas conseguíssemos, do tamanho que melhor nos conviesse, em tantas cores quantas nos desse vontade.

Na impossibilidade de escrever nas paredes, optámos por folhas brancas, as maiores que conseguíssemos encontrar, que colocaríamos nas paredes, cobrindo-as de palavras de todas as cores. Não importava que palavras seriam, o que importava era preencher as folhas brancas com palavras, usar todas as cores, ou só algumas, para escrever qualquer coisa que nos viesse à cabeça.

Não é o facto de não termos essa divisão, que nos iria impedir de pintar palavras de todas as cores. Por outro lado, queríamos e precisávamos de um bocadinho mais de discrição. Também tivemos algum medo que as nossas próprias palavras nos engolissem enquanto dormíamos, que nos esmagassem durante o sono.

Resolvemos então usar o caderno de um pintor alemão, cujas folhas brancas estavam há um ano à espera para serem preenchidas. Também não é arte, o que nos propomos fazer neste caderno, é apenas o que é. Palavras às cores.

A ver se as folhas A5 têm tamanho suficiente… Se for preciso, se não chegar, compraremos o maior bloco que houver na loja, mas enquanto esta vontade persistir, enquanto não esgotarmos as palavras, não deixaremos de escrever todas as palavras, em todas as cores.

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  • Anonymous 30/03/2010 at 09:24

    Adorei!… o texto, a escrita, a ideia…

    Bjs mil
    CA

  • Isa 30/03/2010 at 19:18

    ;) Bjos

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