Traduções de Artigos de Psicologia

Passos para deixar para trás memórias dolorosas*

10/06/2013

As experiências podem deixar-nos memórias dolorosas. Prendem-nos ao passado e impedem-nos de seguir em frente. A única forma de nos libertarmos é trabalhar o desapego, para que estas memórias não nos assombrem ou nos mantenham presos no sofrimento. Aqui ficam algumas diretrizes que o ajudarão a libertar-se.

1. Antes de deixar para trás, precisa de encarar que o que quer que seja que tenha acontecido faz parte do seu passado. Suprimir não funciona a longo prazo. É apenas um curativo que lhe traz alívio temporário. Fale com alguém em quem confie ou escreva sobre isso. Precisa de partilhar o que aconteceu para poder seguir em frente.

2. Identifique as lições que aprendeu com o que aconteceu. Há sempre uma lição, procure o que aprendeu. Não torna tudo melhor, mas diminui poder ao acontecido.

3. Escreva a lição num papel e repita-a para si mesmo, quando for atingido por antigas memórias dolorosas. Por exemplo: se foi marcado por abuso, escreva algo como: “A minha experiência com abuso não determina quem eu sou. Agora sou mais forte e esse não é o meu destino. Escolho o meu próprio futuro e a pessoa que serei.”

4. Repita quantas vezes forem precisas, até que crie raízes na sua mente. Permita que se torne mais forte do que a má experiência. Diga-o com frequência, até o fazer com convicção, começará a sentir-se mais livre. Seja perseverante e continue a lutar, quando as velhas memórias voltarem.

5. Procure ser alguém que está em paz consigo. Quando a paz é o seu foco, os velhos pensamentos e memórias têm muito menos poder sobre a forma como pensa e se sente. No entanto, procurar a paz tem de ser uma escolha consciente e constante.

6. Quando o passado tentar entrar, foque no presente. Volte para o que está a acontecer à sua volta e tente respirar profundamente, deliberadamente irá relaxar. Você está aqui, neste momento, não vive no passado.

7. Perdoe, pela sua saúde: tente curar-se do que aconteceu, deixe os ressentimentos de lado. Não os quer na sua vida porque eles o prendem ao passado. Não é um processo fácil, precisa de trabalho e disciplina. Mas a luta diária vale a pena, porque um dia será livre.

*Via (tradução minha) 

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  • Merenwen 10/06/2013 at 16:54

    Ahaha!Se fosse assim tão simples…demora tempo, e mesmo passado muito tempo, há um dia, um momento, em que lá volta aquela memória pungente a relembrar a dor de outrora, que fica ali gravada na pele. São as cicatrizes da vida, faz parte.

    • Isa 10/06/2013 at 17:28

      a alternativa é ficarmos agarradas a elas para sempre e deixá-las determinar quem somos, you choose ;)

  • Merenwen 10/06/2013 at 17:48

    O que acho é que independente de seguirmos todos os passos aqui descritos e de facto andarmos em frente, nunca perdemos aquilo que nos aconteceu por completo…melhora-se, esquece-se, êm-se uma maioria de semanas e meses bons, mas o que vivemos faz parte de nós. O que muda é o tempo que coloca as coisas em perspectiva e tira-lhes importância.

    • Isa 10/06/2013 at 17:53

      o que acho é que não conseguimos ultrapassar nada na nossa vida se não lidarmos com isso, não encararmos de frente, seja o que for e há coisas verdadeiramente horríveis de encarar, como violência física e abuso de qq espécie, principalmente sexual. E podem passar-se 20 anos, 40, a memória do trauma está lá, por mais que não nos lembremos dela, e afeta todas, absolutamente todas as nossas escolhas

  • Clenia Gigi 11/06/2013 at 06:30

    Realmente uma batalha isso.

    • Isa 11/06/2013 at 14:20

      é mesmo, mas vale a pena ;)

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