Livre

Pilates e Bróculos

20/11/2015

O que te faz bem é o que tu, o teu organismo, a tua maneira de ser, o teu tipo psicológico, o teu momento, precisam, não o que faz bem à geral, porque alguém precisa de vender qualquer coisa e inventou um estudo que diz que faz bem.

Se há coisa que aprendi na vida é que as receitas, para tudo, inclusive para aprender, são individuais, que ninguém é menos que ninguém, nem mais, já que falamos nisso. É apenas diferente. De resto, catalogar tudo pela mesma bitola faz-me lembrar um grego chamado Procusto que, de tanto insistir em caber num conceito generalizado, se esticou demais ou teve de cortar as pernas. Para conforto de todos menos dele mesmo. Não, obrigada. Quem tem de viver na minha pele sou eu, eu é que sei.

Os bróculos podem fazer bem à saúde, mas, se não gostas, fazem-te pessimamente aos nervos, por exemplo. Já o Pilates, por melhor que saiba, se padeces de energia a mais e se tens professores pouco criativos que fazem os mesmos exercícios todas as aulas, acaba por te fazer mal aos nervos também. De resto, há sempre substitutos para tudo. O nutriente que os bróculos têm e que faz bem à saúde há de estar contido noutro alimento. Já o bem que o Pilates te faz, nomeadamente no que aos alongamentos diz respeito, é aprenderes a fazer alongamentos decentemente, ou trocares o Pilates por uma massagem, durante a qual nem sequer tens de te mexer, e sais como novo.

Entretanto, também me lembrei do Veríssimo, o filho, que até hoje está a reclamar todas as gemas de ovo estrelado, no Brasil é frito, que o proibiram de comer durante uns 15 anos ou lá o que foi.

Parafraseando o maradona, esta é a minha análise.

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