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Poupem-me

29/05/2012
Para começo de conversa, repudio qualquer forma de violência sobre seja quem for, homens, mulheres, crianças e animais. Também repudio qualquer ato de discriminação. Eu e a Constituição da República. Da minha e da Federativa do Brasil, onde existe inclusive uma delegacia da mulher e uma lei Maria da Penha para, dentro da lei que rege as sociedades civilizadas, fazer valer os direitos das mulheres enquanto seres humanos. Ambas discriminatórias, sem lhes questionar a necessidade. Como me mete nojo qualquer tipo de abuso, por quem é fisicamente mais forte do que eu, embora apoie a legítima defesa, nomeadamente uma pedrada nos cornos de qualquer gajo que tente abusar de mim. Fisicamente, apenas, já que moralmente dá direito a denúncia, sem mazelas de maior. Sim, qualquer tipo de abuso, principalmente se implicar uso abusivo de cargos, leis e instituições criados com o objetivo de proteger contra abusos de toda a ordem, perpetrados por homens ou mulheres, sejam ou não a meu favor, julgamentos em praça pública incluídos. A idade das trevas, parecendo que não, já lá vai há muitos e muitos séculos. 
Agora… Perdi completamente a paciência pro feminismo e outros ismos. Andarem aí mulheres aos berros a gritar pela causa da mulher envergonha-me mais que tudo. Pior ainda do que definirem uma causa por mim. Ninguém vos passou procuração, na boa… As mulheres são seres capazes de se defender, existem tribunais e advogados doidinhos para processar gente que abusa, as feministas nada mais são do que um bando de histéricas que acham que são mais do que os outros porque são mulheres. Que acham que podem ditar regras sobre o que as mulheres querem ou deixam de querer, que acham que são as donas da verdade absoluta, que acham que ou as mulheres lhes obedecem ou são umas anormais submissas aos homens, votando-as ao desprezo. Causa da mulher my huge ass! Não há quem mais desvalorize as mulheres do que as feministas. E não, não há paciência, não, as mulheres não precisam das feministas para se defender. Precisam de si mesmas, de instituições que funcionem e do que quer que seja que acharem melhor para as suas vidas. E de usar o que deus lhes deu da forma que mais acharem conveniente. Da mesma forma que usam a inteligência, o conhecimento, as lágrimas, o sorriso, os cabelos ao vento. São características ao dispor como todas as outras. Livre arbítrio, sempre. A nossa consciência é o nosso maior juiz. E o único!

Seja você mesmo a causa da sua vida, mais ninguém pode sê-lo por si e você não pode sê-lo por ninguém. Aguente se puder. 

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