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Prazo de validade

06/06/2005

“N. diz que as amizades têm um prazo de validade, e que por vezes encontramos um indício de que esse prazo chegou ao seu termo. É preciso então agir? Ou a amizade morre por si mesma? E devemos perder uma amizade por causa de uma teoria da amizade?”

Eu, que já não gosto muito de teorias, gosto menos ainda quando na prática de pouco ou nada servem. Por isso mesmo não me estou a ver a perder uma amizade por causa de uma teoria da dita. Não sei o que levou o N. a escrever isto mas da minha parte o assunto está teoricamente arrumado.

Foi precisamente a primeira parte que me levou a debruçar sobre o assunto. Não me debrucei muito que isto está um calor de morte e quer-me parecer que os meus miolos se ressentem se é que não derreteram já.

Têm as amizades prazos de validade? São as datas óbvias no sentido em que o indício é tão evidente que nos ocorre imediatamente que se consumirmos mais daquela amizade corremos o risco de apanhar uma intoxicação? Nos vomitarmos durante dois dias e consumirmos todas as caixas de ultra levur que houver no mercado?

Agir? Será que deveremos dissecar a parte podre, (ultra)passada da amizade e seguir em frente, com ela pela metade? Quiçá ainda com um carocito que teremos inevitavelmente de cuspir?

Ou será que a pancada foi tão forte que, mesmo que não seja visível, o conteúdo está tão podre, tão danificado que a coisa para ali fica e acabará por morrer por si?

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