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Pull yourself together

27/11/2012

É, muitas vezes, uma necessidade doentia de aprovação que desperta e espoleta uma reação e um comportamento que configuram abuso emocional. Se é, de alguma forma, natural que isso aconteça, em momentos muito pontuais, muitas vezes o outro só quer que reajamos, que lhe mostremos que não pode fazer de nós o que quer, só quer chamar a atenção, et al, et al, a questão vira um problema quando nem um nem outro põem os pés à parede para travar a situação. Um porque é patologicamente carente e o outro porque é patologicamente dependente de poder. 

Ainda que seja uma via de mão dupla, como são basicamente todas as relações que escolhemos viver e manter, o abuso emocional não é desculpável, muito menos justificável, porque o outro permitiu. Não é mesmo… É como se ilibássemos o outro de pôr a mão na consciência, e no coração. É como se o reduzíssemos à condição de incapaz. Muitas vezes é, incapaz de ver o mundo com outros olhos, incapaz de se reinventar, de se redescobrir, de entender que há outras formas de relação que não a de poder. Incapaz de gostar de si o suficiente para se permitir outros modelos de vida que não o mais destrutivo de todos, o dele mesmo. Mas aí o problema é, mesmo, só dele… E ficar numa situação dessas é, de alguma forma, pactuar com isso, com a destruição do outro. E de si mesmo… 

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