Que a fé seja, então, maior do que o medo.

15/08/2016

Receita de pão rústico sem glúten; como tonificar as coxas; the most natural way to wear black eye liner; principais filmes de psicologia que você deveria assistir; 200 filmes para quem ama psicologia; 157 filmes para quem ama psicologia; the artistic quiet type, or being a creative introvert; what jane austen taught me about being single with purpose; Mothers and Verbal Abuse: A Poisonous secret; 10 Concentration Apps That Will Help You Get Down to Business; For the free-spirited females with fiercely sensitive hearts; 29 Expert Beauty Tips Every Woman Should Know; O Relacionamento Amoroso como União Psíquica. 7 alongamentos em 7 minutos para alívio completo da dor nas costas.

Estes são alguns dos 1000 itens guardados no meu facebook, metade, ou mais, eram links para artigos da psychology today. Para não falar na quantidade de: não encontrados, entre outros como: plantas que os mosquitos detestam; 5 Superpowers That Introverts Don’t Know They Have; 10 scientific ways to detox from sugar addiction (before it kills you), depois de ter apagado cerca de 10 ou mais receitas de bolos e sobremesas variadas sem glúten, dando-me conta da esquizofrenia em que me via enredada, considerando os mais de 20 links para exercícios físicos vários, incluindo: Butt Round 2; como perder gordura corporal; perder volume e ganhar tonificação; exercícios para emagrecer nas pernas. No meio de coisas como: What’s the Best Way to React to an Insult?; why men cheat; e 5 Ways to Stop Beating Yourself Up. Notando que guardei o mesmo artigo pelo menos três vezes, várias vezes, e uma evolução nos temas do momento (havia textos guardados desde janeiro de 2015, pelo menos), na forma de um sem número de artigos sobre cada um dos temas, a saber: manipulador, Psicopata, narcisista, empático, intuitivo. E, para desanuviar, imagino, coisas como: New Zealand: 5 Things you must know before you go! e Asilo é coisa do passado: conheça a vila holandesa projetada para idosos com Alzheimer.

Às vezes, os maiores atos de coragem são simplesmente romper com hábitos automáticos que temos nem sabemos porquê. Que já nem ajudam, só atrapalham, mas que mantemos, não vá o diabo tecê-las.

Eliminei praticamente todos os artigos da Psychology Today sem os ler, isto é uma conquista inimaginável; separei os que versam sobre temas da psicologia analítica que me interessam, precisamente, por temas, em documentos separados, alvo de pesquisa séria, por pretender fazer alguma coisa com eles; mandei os de escrita para a pasta do browser correspondente; bem como os de exercícios físicos vários e receitas afins. É um trabalho de sapa que andava para fazer há séculos, agosto parece-me o mês indicado. O próximo passo é atacar as pastas no Chrome. O seguinte talvez seja deixar de seguir a Psychology Today.

No meio dos artigos, vi um que aconselhava a não escrever mais de duas páginas sobre o mesmo tema. Eu preciso de escrever três artigos, no mínimo, para integrar o que o meu inconsciente me manda para a consciência e que inclusive já foi reconhecido pelo ego, caso contrário, nem cá chega. Este é o segundo.

Cheguei à conclusão altamente libertadora de que não preciso que um artigo escrito por um gajo que não me conhece de lado nenhum, sequer as minhas circunstâncias, me venha dizer se estou a ser manipulada, se me encontro numa relação tóxica, se estou a ser vítima de abuso emocional ou verbal, e que não devia era estar boa da cabeça quando me ocorreu que precisava que outrem relatasse uma situação passível de estar a ser vivida por mim ou alguém que me é próximo. Como se precisasse do aval de um estranho para impor limites, como se este adiantasse do que quer que seja, quando o envolvido não vê além da própria sombra e o único limite a impor é pura e simplesmente rejeitar e abandonar. Deixando que a razão alheia se sobrepusesse à minha intuição e sensibilidade, atrapalhando-me o discernimento. Acho que deve ser a isto que chamam: integrar o feminino.

De resto, chega de acumular informação que precisaria de uma vida para ler – e nunca leria, porque jamais me lembraria de ir procurar às pastas, mais rapidamente chegava lá fazendo uma busca simples no Google – apenas para me sentir suficientemente confortável num determinado tema, defendendo-me sem que ninguém me estivesse a atacar, preocupada em me armar com artilharia pesada em vez de me preparar o melhor que puder e souber e lançar-me às feras de uma vez. Deixar de as ver como feras ajuda, o que nos trava é o medo de gente como a gente.

O que estes artigos nos dizem o tempo todo é que somos defeituosos, precisamos de corrigir isto e aquilo para podermos evoluir, o meu estômago revolve-se todo só de escrever esta palavra, melhorar, forçando-nos a focar no suposto defeito o tempo todo, com as esperadas consequências, sentirmo-nos um lixo. E sem controlo nenhum sobre a própria vida e o que queremos fazer com ela. Sendo que as únicas pessoas que sofrem com isso somos obviamente nós, defeituosos ou na luta para superar as expectativas que temos em relação a nós mesmos, ou que imaginamos que esperam de nós, aguardando por uma aprovação que nunca chega, na esperança de uma perfeição que não existe, sequer é desejável, não há nada mais chato do que a perfeição, inclusive. Fora que essa está única e exclusivamente ao alcance de deus, e da natureza. Eles que nos aguentem, na nossa tentativa de chegarmos ao mais próximo de nós, e deles em nós, que conseguirmos. Receita que é emocional e individual, tem inclusive prazo de validade. O que resulta comigo hoje, amanhã já terá de ser diferente. Não se coadunando com a lógica e a universalidade. E é a nossa razão e a nossa emoção, juntamente com o nosso desejo, alinhados, que determinam o tempo das coisas, dos saltos para a frente, da tomada de iniciativa, do ir e seja o que deus quiser. Nada nem ninguém mais.

error: Content is protected !!