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Quem fica parado é poste

17/08/2011

Dizem que crescer dói. E dói um bocadinho. Mas antes isso do que morrer aos poucos, ficando parado. Levando uma existência sempre igual, uma existência que se quer evolutiva, que se quer em crescendo, não em linha reta. Tudo igual é uma grande chatice. Tudo igual, sem sobressaltos, pode até ser tranquilo, mas também não tem a agitação do que é diferente, do poder fazer coisas novas, do desafio que nos impomos. Querer tudo sempre igual é castrarmo-nos, é desperdício, é mediano. É, na grande maioria das vezes, levar uma existência mal disposta, amarga. Querer tudo sempre igual é convencermo-nos de que só podemos aquilo. E na boa, cada um com o seu cada um, cada um no seu tempo, mas é chato, triste e pouco, muito pouco para tudo o que somos capazes de fazer. E é muito, é uma surpresa, é jamais perdermos a capacidade de nos surpreendermos connosco. E essa talvez seja a maior surpresa de todas.

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