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Refúgio

10/08/2013

As pás das cenas de energia eólica são cada vez maiores. Um gajo bem que podia vender vento, é um recurso natural como outro qualquer. Desde que a UE acabou com tudo o que produzíamos e nós preguiçosos deixámos.

40 graus em Lisboa, 25 no refugio, adouro. Tá até frio, mas se não é lindo o meu refúgio. No entanto, gente demais. Muitos gatos, meus vizinhos inclusive. Dava até pra pular janela. Cheio de gente de todo o lado do mundo. Espanhóis inclusive, pejado deles. Cheio de jovens que bebem brejas nas varandas das casas da rua de trás da ilha. Gatos, muitos gatos.
O pior de Agosto são as festas das aldeias. O Ferrel tá de fugir, mais ainda do que é costume.
Queixo-me que ando demasiado eremita e a primeira coisa que faço depois de uma semana sozinha é ir passear sozinha pra praia. Não deu para fazer a caminhada tradicional ate às pedras muitas porque a maré estava cheia, mas hoje já rolou.
A água está barrenta e o mar mais agitado do que é costume. Só de pensar que vou dormir embalada por este som nem me importo muito com uma insónia básica.
Eu ainda sou do tempo em que quase não havia casas cá atrás, muito menos rua empedrada por onde passassem carros, que aliás fazem da ilha um inferno, carros só de moradores. Nesse tempo estacionávamos do lado de cá e atravessávamos a pé. E à noite, na volta, corríamos o risco de molhar os pés. Era uma ilha a sério, onde vi o céu mais estrelado da minha vida, mais do que no deserto. Tinha uns 12 anos e ia a caminho da Preciosa para tomar café.
De um lado da praia ficavam os parolos de Peniche, do outro, mais ninja, os locais como eu e os meus primos. Hoje é só parolos por todo o lado, gente que leva tendas pra praia inclusive. Todos enfiados dentro de barracas. Só de pensar nisso fico cheia de alergia. A culpa é da decathlon que deve vender tendas ao preço da uva mijona.

Um euro por um café. Uso e abuso do wi- fi só por causa disso…

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  • nsilveira 10/08/2013 at 19:22

    passei tantos anos férias aí. se calhar até nos conhecemos e certamente temos amigos em comum.

    agora não aguento ferrel nas festas a abarrotar de adolescentes, a praia sempre nublada, a humidade nocturna que dá cabo dos ossos e os carros por todo o lado. enfim, perdi a vontade (ou estou velha).

    • Isa 11/08/2013 at 20:24

      ah, eu não conhecia muita gente lá, porque não passava assim tanto tempo quanto isso, apesar de ir para lá desde mto criança pq os meus tios tinham casa na ilha. tb achei que a minha prima conhecia o Tolan, mas parece que não. enfim, o lugar é minúsculo, mas agitado, pelos vistos.

      Nao ‘tás bem a ver, só ontem é que conheci as festas de Ferrel, jasus… :D

      olha, ontem quando vinha do ferrel, de shorts e havaianas (ahah) sentia as gotas de água a caírem-me nas pernas, tal era a humidade. Mas é tão lindo, meu deus, como é lindo… ;)

  • Bocagiano 12/08/2013 at 14:20

    «A culpa é da decathlon que deve vender tendas ao preço da uva mijona.» Lapidar ! ;)

    • Isa 12/08/2013 at 14:54

      ;)

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