Livre

Responsabilidade, pelo amor de deus.

28/04/2015

Acabei de ler no twitter que o líder da igreja evangélica chilena disse o seguinte: Homens que cozinham “podem adoecer com homossexualidade”.

Primeiro, ri-me às gargalhadas. Depois tuitei: um gajo que diz uma merda destas perante centenas, se não milhares de pessoas, sem o mínimo de descernimento devia ser preso.

Conheço os evangélicos por ter morado no Brasil, onde há uma fortíssima presença desta religião. E vi o que fazem por ex-toxicodependentes e outros, são uns fundamentalistas do pior, parecem amish, mas desempenham uma função social que o Estado não desempenha. Tiram mesmo muita gente da rua. Gente que substitui o crack por g-suis, mas isso também os NA fazem e não vem mal nenhum ao mundo. Já aqui apregoei que drogas e religião são dois caminhos diferentes para chegar ao mesmo lugar.

A questão é a deturpação abjeta que líderes religiosos fazem da fé, da religião. Não diria todos, mas a grande maioria dos evangélicos são gente desesperada, gente que procura a religião, Deus, para os ajudar a lidar com a vida, com as tentações autodestrutivas que todos temos. A religião, e Deus, é amor, não é nada mais do que isso. E é só isso que os líderes de todas as religiões deveriam pregar, só isso. Ao invés, doentes mentais que são, vão para igrejas lotadas de gente desesperada, gente desesperada acredita em qualquer coisa, dizer alarvidades destas, instigar à violência, à separação de género, à desunião, usando o poder que têm da pior maneira possível, poder esse que se opõe ao amor. E não há quem responsabilize esta gente.

Não, nós não podemos tudo. Não, não vale tudo. A liberdade, religiosa, de expressão, só é digna desse nome se caminhar junto com responsabilidade. Mesmo que tenhamos na mão a cabeça de não sei quantas pessoas, não vale tudo, muito menos dizer barbaridades destas em nome de uma doença mental como a que tem este senhor, que deveria procurar ajuda psiquiátrica, só com tarja preta lá vai.

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