Selfish Love

Rollercoaster*

14/01/2015

É como diz o Steinbeck, apaixonares-te é a melhor coisa que pode acontecer-te, talvez a mais sublime forma de transcendência, digo eu agora. Por ser natural, só usas recursos do teu próprio corpo e o cérebro tem uma função primordial, apesar de tudo, sem aditivos, por ser incontrolável, por ser maior do que tu, do que a razão, a persona, o ego, do que o convencional, aliás, o convencional é o que menos importa, simplesmente o negócio que te toma. E aí que se lixe o medo de perder o controlo, é daí que ele não vem, ninguém apaixonado tem esse medo, quer segurar essa onda, quer é viver, intensamente, tudo o que houver para explorar nessa paixão, a mistura de corpos, a confusão de emoções, a urgência do toque, o arrepio da ansiedade, o carinho do momento, o ajuste das anatomias, a fusão com o outro, o riso, o riso. O que vier, mesmo sabendo que pode não vir nada, que é apenas fullgás, “truque do desejo”. Só que não só compraste o bilhete pra montanha russa como já entraste. Acabou, não tens como sair a não ser quando acabar, é uma loucura, bom demais, sofrido, os altos e baixos, as curvas e contra-curvas, a lentidão na subida, o coração na boca que antecede a vertigem da descida, o êxtase da chegada. Como um íman, mais um bilhete, mais uma viagem, just enjoying the ride, too good to let go.

*Everything But the Girl

@Fev. 13

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