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Roux

07/07/2014

Sabes que o filme é bom quando o vês meia dúzia de vezes e o lês de forma diferente, de todasmaya as vezes. Na verdade não é de forma diferente, é em espiral, talvez até o mesmo tema com lentes diferentes. Já vi a questão da igreja, do preconceito contra quem vem de fora, dos santinhos de pau oco; hoje vi o que sofre quem se atreve a ser diferente, o poder do consciente coletivo, a persona e o sofrimento que traz vivermos colados a ela como se fosse a nossa identidade total,  o pouco que adianta, a razão e o coração, quem não consegue de todo viver no sistema, o Johnny Depp, deixa no fim a dúvida, no entanto; Sisifu, na pele da Juliete Binoche e da filha. Juliete que sabe ler os sinais e bastou as cinzas da mãe caírem para a fazerem parar e pensar se ainda fazia sentido subir aquela montanha. A insistência para ela ficar pela via do amor; A necessidade de vínculo da miúda com o canguru imaginário. A cegueira da obediência; o prazer enquanto bem, como fazendo parte da vida, e não enquanto pecado; a velha que não conseguiu nunca deixar de ser Dionísio; a castração como virtude e a falácia que isso é; E muito mais. Chocolate, um filme de todos os tempos.

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