Traduções de Artigos de Psicologia

Sair de uma relação abusiva*

18/08/2013
Se está numa relação abusiva, mantenha estas verdades em mente:
· Você não é o causador do abuso. Ninguém merece ser tratado dessa forma.
· A culpa não é sua e a mesma não lhe deve ser atribuída.
· Você merece ser tratado com respeito e dignidade.
· Você merece sentir-se seguro e ter uma vida feliz.
· Você não está sozinho. Há pessoas que podem, e vão, ajudá-lo.
À medida que considera sair do relacionamento, lembre-se do seguinte:
· O mais provável é que aconteça outra vez. Os abusadores tem problemas sérios que são difíceis de mudar. O que só irá ocorrer caso a pessoa abusiva aceite responsabilidades pelas suas ações e pare de o culpar a si, a qualquer outra coisa ou a qualquer outra pessoa.
· Você não está a ajudar a pessoa a resolver o problema dela ao permanecer numa relação abusiva. Apenas está a reforçar o comportamento dela e a enviar uma mensagem que diz: “está tudo bem”.
· Mesmo quando essa pessoa lhe pede perdão e prometer nunca mais voltar a abusar, essas promessas resultam normalmente vazias, já que essa pessoa está presa num padrão destrutivo.
· Apesar de ser assustador afastar-se, e você se possa preocupar com repercussões, não permita que o seu medo o mantenha preso. Permanecer resulta, normalmente, em consequências piores.
Sinais de que um abusador não está a mudar (apesar do que disse, ou prometeu, no passado):
· O abusador minimiza o abuso ou diz que você está a exagerar, que não é tão mau assim.
· O abusador insiste em culpá-lo pelas palavras ou ações dele. (“A culpa é toda tua, se tu não…”)
· O abusador diz que não é ele, que você é que é o abusador.
· Ele (ou ela) tenta empurrá-lo(a) para terapia de casal.
· Diz que merece outra oportunidade.
· Ele (ou ela) diz que não consegue mudar sem a sua ajuda, por isso você precisa ficar na relação.
· Ele (ou ela) tenta pressionar outros (família ou amigos próximos) a vê-lo como o mau da fita e a simpatizar com o abusador.
Relações abusivas: dicas de segurança
Estas dicas de segurança podem fazer a diferença entre sofrer ferimentos graves, ou ser assassinado, e sair vivo da situação.
Prepare-se para emergências
– Conheça os sinais de perigo: fique atento a sinais e pistas que revelem que o abusador começa a ficar chateado e que pode acabar por explodir de raiva ou violentamente. Invente vários motivos credíveis que pode usar para sair de casa (durante o dia e à noite) se sentir que o perigo aumenta.
– Identifique áreas seguras dentro de casa. Saiba para onde ir se o abusador atacar ou se começar uma discussão. Evite espaços pequenos e fechados sem saída (como armários ou casas de banho) ou divisões com armas (como a cozinha). Se possível, dirija-se a uma divisão onde haja um telefone ou uma porta ou janela para a rua.
– Arranje uma palavra-código. Defina uma palavra, frase ou sinal que possa usar para que os seus filhos, amigos, vizinhos ou colegas de trabalho saibam que está em perigo e que devem chamar a polícia.
Trace um plano de fuga
– Prepare-se para se ir embora num ápice. Mantenha o carro atestado e de frente para a saída, com a porta do condutor destravada. Esconde uma chave extra num lugar acessível e de rápido acesso. Tenha dinheiro, roupa, números de telefone e documentos importantes num lugar seguro (em casa de um amigo, por exemplo).
– Pratique um plano de fuga rápido. Ensaie o seu plano de fuga para que saiba exatamente o que fazer se estiver sendo alvo de um ataque do seu abusador. Se tiver filhos, pratique o plano de fuga com eles.
– Faça e memorize uma lista de contactos de emergência. Pergunte a várias pessoas de confiança se pode contactá-las se precisar de uma boleia, um lugar para ficar, ou que ajudem a chamar a polícia. Memorize os números dos seus contactos de emergência, abrigos locais e linhas de emergência contra a violência doméstica.

*Fonte

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